Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/05/2018

Na sociedade contemporânea, assuntos relacionados a gravidez na adolescência são sempre polêmicos. Questões como, o lugar onde vive, padrão de vida e educação, são fatores que influenciam  na taxa de crescimento dos índices. No entanto, sabe-se que esse fato é recorrente no Brasil, desencadeando a necessidade de discussões e debates a cerca do impasse, com uma visão futura de resolução.

Historicamente, o Brasil é marcado pela desigualdade social. Desde a abolição da escravatura em 1888, os negros não tiveram subsídios governamentais, sendo assim, tiveram que morar nas periferias e morros, tendo de viver na pobreza. Além disso, muitos imigrantes que vieram ao país no início do século XX tinham a ideia de que teriam terras e espaço, mas foram enganados, tendo como consequência a segregação socioespacial e governamental. Atualmente, todos esses resquícios históricos, afetam negativamente na sociedade, como a falta de educação de qualidade, o que acarreta em vários problemas, mas um em específico, o aumento da gravidez na adolescência.

Ademais, sabe-se, que a diminuição das taxas de grávidas adolescentes em um país é diretamente proporcional a educação de qualidade e o fator econômico. Cabe alguns exemplos de países desenvolvidos, os Tigres Asiáticos, Alemanha, Estados Unidos, Holanda, entre outros. Nessas nações, as taxas de garotas adolescentes gravidas é o mínimo. Sendo assim, vários fatores são responsáveis por esses índices, como, o ensino de sexologia nas escolas a partir dos 12 anos, onde demonstram o quão importante é o uso de preservativos, os pais conversam mais sobre esse tema com os filhos, pois o tabu de conversar sobre sexo é raro, sempre estando relacionado ao senso crítico que as pessoas desenvolveram educacionalmente, sem dar espaço para vergonha.

Torna-se evidente, portanto, que o conjunto desses fatores evidencia a necessidade de discussão acerca do impasse. Por isso, faz-se imprescindível que a mídia televisiva junto a web, façam documentários e reportagens a cerca da vida das adolescentes que engravidam, com o fim de mostrar a população e principalmente aos na puberdade, o quão importante é usar preservativos, pois previne da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis. Outro ponto, cabe ao Governo Federal, o papel de contratar psicólogos e pedagogos para que façam palestras em escolas nas áreas com maiores taxas de gravidezes nas jovens. Além disso, é de extrema importância a escolha consciente de representantes políticos, sempre dando enfoque naqueles que querem melhorar a educação brasileira, na base de investimentos. Por fim, é essencial  que os mais antenados na web disseminem campanhas de preservativos e conscientização. Pois, sabe-se que o conhecimento é antagonista  da ignorância.