Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/05/2018

Finalidade: progresso

Conforme o pensador francês Augusto Comte, a sociedade ideal constituiria-se caso norteada por: amor por princípio, ordem por base e progresso por fim. Nesse sentido, inspirado no Positivismo, surge o ideário de nossa bandeira republicana, porém - com a gravidez na adolescência vigente no Brasil -, encontra-se um cenário que vai de encontro ao referido ideal. Dessa maneira, é fundamental perceber que este é um problema proveniente das desigualdades socioeconômicas e que compreensão disso é um caminho para a resolução do mesmo.

Primeiramente, é importante entender que o aumento da gravidez entre adolescentes no país é diretamente proporcional ao aumento das discrepâncias que permeiam a sociedade. Isso ocorre segundo a descrição da Teoria Reformista - que é uma teoria surgida no estudo de população -, que afirma que o aumento populacional é oriundo do aumento, também, das desigualdades sociais. Tendo em vista o fato em questão, caracteriza-se, de maneira geral, as estruturas do óbice em análise e compreende-se que o mesmo expressa-se na figura da má educação.

Indo ao encontro desse entendimento, é possível começar a ver meios para que, com eficiência, o problema seja resolvido, pois saber as causas de uma adversidade qualquer, muitas vezes, é imprescindível para chegar à solução da mesma. Dessa maneira, sob a luz da compreensão, percebe-se que o caminho para alcançar o progresso depende de por em ordem - e em ordem de igualdade - a sociedade em âmbito educacional e consequentemente econômico, uma vez que a falta de uma boa educação, gera as diferenças econômicas. Nesse cenário, configura-se a razão de ser da inércia do Brasil rumo ao ideal de sua bandeira: ordem e progresso.

Pode-se dizer, portanto, que as desigualdades sociais são motivos que mantêm vivo o problema da gravidez na adolescência no Brasil, e que compreender isso pode levar ao fim desse empecilho. Para tanto, e pensado em longo prazo, é preciso investir em programas de inclusão educacional, tendo como agente o Governo. Nesse sentido, o Judiciário - a título de exemplo - executaria essa proposta ao  criar, conservar e melhorar leis que beneficiem o Ensino Público e aumentem a inclusão no Ensino Privado. Desse modo, pela educação, haverá maior difusão da conscientização desse problema, fazendo com que a causa do mesmo seja eliminada. Assim sendo, teremos por fim a sociedade idealizada por Comte.