Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
Ao se analisar o histórico do Brasil pode-se observar que entre as décadas de 60 e 70 a uma redução na taxa de fecundidade das mulheres, devido a maior inserção desta no mercado de trabalho e autonomia de escolha pessoal. Por conseguinte, a partir desse cenário os casos de gravidez na adolescência ficam evidentes, indo de encontro à fecundação geral, pois teve um aumento de 7% para 14% nessa época. Hoje, esse fato ainda é crescente, o que o intitula como problema social, em razão de alguns fatores que colaboram para a quarta posição do país na categoria gravidez precoce.
Pode-se notar que, a maioria dos pais ou mães solteiras de famílias carentes trabalham em mais de um emprego para suprir as necessidades do lar , sendo assim, o tempo destinado aos filhos para o lazer e diálogos é inexistente. Essa falta de acompanhamento familiar contribui de forma negativa para a construção pessoal de um adolescente e isso se esclarece com o IBGE( Instituto brasileiro de geografia e estatística), de acordo com suas pesquisas grande parte dos casos de gestação antecipada ocorre em grupos de classe baixa.
Outro ponto a destacar, é a omissão de informações sobre sexualidade e prevenção de gravidez por parte das instituições responsáveis pela formação do indivíduo, tais como a família , a escola e a mídia. A divisão dessa recusa informacional é feita da seguinte maneira: a primeira ; por questões culturais, preconceito ou vergonha, a segunda ; por falta de criar projetos de orientação sexual e a terceira; por meio de séries, novelas expõem a erotização do corpo, porém não abordam indicações sobre consequências e precauções no ato sexual. Dessa forma, esses menores buscaram conhecimento de forma deturpada, recorrendo às pornografias, o que também contribuem a manutenção desse quadro caótico.
“O ser humano é aquilo que a educação fez dele”. Essa frase dita pelo filósofo Immanuel kant evidencia que a instrução é a base da pessoa. Sendo assim, cabe ao governo Federal aumentar o salário mínimo de forma que os responsáveis de famílias carentes tenham tempo para dar atenção devida aos filhos para os diálogos. A Receita Federal, disponibilizar parte dos impostos arrecadados para criarem projetos de orientação sexual nas escolas contendo especialistas para acompanharem os adolescentes. E a mídia disponibilizar palestra tanto na televisão , quanto na internet para alertarem os pais sobre a importância de abordar esse tema com os filho, além de trazer nas novelas e seriados informações sobre prevenção de gravidez. Com o apoio de ambos, certamente, esse problema será erradicado do Brasil.