Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/05/2018
O processo recente de urbanização brasileira, o qual possibilitou a partir de 1945, a explosão demográfica, fez com que a alta taxa de fertilidade estivesse presente desde as mulheres mais jovens. Por ter sido de maneira acelerada, desestruturada e acentuada em 1970 quando a população urbana ultrapassa a rural, a sociedade enfrenta suas consequências até hoje. Desse modo, a gravidez na adolescência é evidente no Brasil e ainda existem questões problemáticas acerca dos tabus sobre informação sexual.
A adolescência, período no qual as manifestações emocionais se dão de forma mais intensa, torna o processo de atividade sexual precoce e a gravidez, questões de saúde pública. Muitos jovens são instruídos de maneira insuficiente com relação aos métodos contraceptivos, levando-os à gestações indesejadas e com isso sujeitos aos riscos existentes. Tais como a mortalidade materna, problemas psicossociais, desemprego devido ao abandono dos estudos, dependência econômica familiar.
Esses fatores contribuem para a perpetuação da pobreza gerando um ciclo. Pois, ainda que todas as esferas sociais sejam atingidas, a parcela populacional de baixa renda sofre substancialmente. Seja por falta de acompanhamento correto durante a gravidez, ou por recorrer a abortos caseiros inseguros e sobretudo por possivelmente acreditarem que a maternidade trará mudança social ou maior autonomia.
Ademais, o país se depara com o tabu do sexo. O assunto não é tratado da forma como deveria em diversas famílias. Embora o governo disponibilize gratuitamente preservativos em postos de saúde, a sociedade age de maneira preconceituosa e moralista, quando adolescentes fazem uso deles. Como se relacionar-se de maneira segura fosse inconveniente.
A diminuição do número de gravidez na adolescência vem diminuindo, porém continua relevante. Em síntese, o inconveniente se dá pela falta de educação correta, que deve ser feita nas escolas, além de iniciativas do governo para disseminar apoio e informações de prevenção através das mídias sociais. Como também, assistência médica para os casos de risco, evitando continuar aumentando a mortalidade dessas jovens mães e de seus filhos.