Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/05/2018

A maternidade é um dos anseios mais esperados na vida de muitas mulheres. A realização pessoal de conceber e guiar o desenvolvimento de uma criança exige dedicação, preparo emocional e até mesmo financeiro. Contudo, o alto índice de mães adolescentes no Brasil mostra que nem sempre o planejamento e a maturidade são alcançados como requisitos para ter filhos. Essa situação está diretamente associada ao sentimento de prepotência juvenil e ao sistema de ensino pragmático.

Em primeiro plano, cabe entender que a juventude é uma fase muitos riscos, porém, de pouca consciência por parte dos jovens. Isso está ligado ao sentimento de onipotência presente neles, haja vista que eles pensam que nunca serão atingidos pelas drogas, doenças, frustrações. Da mesma forma ocorre com a gravidez, que mesmo com o conhecimento dos métodos contraceptivos e fácil acesso a eles, são ignorados porque os jovens não acreditam que isso vá acontecer com eles. Em decorrência disso, observa-se uma grande quantidade de meninas grávidas e com menos de 18 anos nas diversas regiões brasileiras, em destaque, o nordeste e o sudeste.

Outro aspecto importante é a dificuldade do ensino brasileiro em empoderar os jovens a lidar com os sentimentos, relações pessoais e a assertividade. Consoante o escritor brasileiro, Augusto Cury, os métodos educativos são demasiados pragmáticos, isso porque ensinam de átomos e exoplanetas sempre com finalidade avaliativa, mas não ensinam os estudantes a lidarem com os próprios medos, relacionamentos, frustrações e também a serem mais assertivos nas próprias decisões. Em vista disso, temas como sexo e gravidez não passam por uma reflexão mais aprofundada e faz com que muitos adolescentes ajam sem discernimento e preocupação.

Fica claro, portanto, a necessidade de um novo olhar sob a juventude e permitir a esse grupo social maior esclarecimento e entendimento sobre as relações com o outro e com si próprio. Em razão disso, as escolas devem, a fim de buscar um maior autoconhecimento e assertividade aos jovens, disseminar, mediante oficinas, palestras, seminários, a discussão sobre temas como sexualidade, gravidez, estrutura familiar, maturidade, consequências de atitudes impensadas. Além do mais, é preciso que as famílias estabeleçam um contato maior com os filhos, por meio de conversas, acompanhamento escolar e das rotinas do adolescente a fim de entender os sentimentos e vivências deles e possibilitar conselhos. Dessa forma, os índices de gravidez na adolescência diminuirão cada vez mais, possibilitando a esse grupo um melhor aproveitamento dessa fase efervescente da vida.