Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/05/2018

A gravidez na adolescência cresce cada vez mais no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil está acima da média latino-americana, tendo mais mães jovens que os outros países. Nesse contexto, é perceptível que a atuação da escola e o fato do assunto ainda ser um tabu contribuem para esse agravamento. Dessa forma, cabe analisar esse tema e promover meios de aconselhar melhor os mais novos.

Em primeiro plano, vale apontar que as escolas, principalmente as do interior, não trabalham essa questão de maneira clara e eficaz para o desenvolvimento do adolescente. Tal aspecto é decorrente devido à falta não só de investimento governamental nessa área, mas também de poucas oportunidades para ser discutido em sala de aula. Como resultado, muitos jovens sofrem com a falta de informação e se encontram despreparados para lidar com as consequências.

Outrossim, o fato ainda ser um tabu falar sobre a vida sexual torna ainda mais complicado o problema. Esse entrave é notável, visto que diversos familiares têm dificuldades em abordar esse assunto na presença do adolescente. Sendo assim, o jovem hesita em pedir tanto ajuda quanto para para marcar uma consulta urológica ou ginecológica, tendo vergonha de se comunicar com os pais relacionado a isso.

Fica evidente, portanto, a necessidade de reversão desse quadro. Segundo Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Logo, o Ministério da Educação deveria investir financeiramente, incluindo ao currículo escolar uma disciplina para abordar temas que devem ser discutidos, a fim de instruir melhor os jovens. Além disso, o apoio familiar é indispensável, tornando-se imprescindível conversas em casa. Desse modo, será possível, um dia, mudar esse cenário.