Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/05/2018
A reportagem divulgada pelo programa “Profissão Repórter”, retrata a realidade enfrentada por jovens brasileiras que engravidam na adolescência. Nesse sentido, a falta de informação ou diálogo entre as famílias, associado à questões sócioeconômicas, constituem os principais motivos de uma gravidez precoce. Desse modo, medidas que transformem essa veracidade, fazem-se necessárias, uma vez que isso se tem tornado uma questão de saúde pública no país.
Na maioria das famílias brasileiras, o sexo ainda é um tabu. Nessa perspectiva, a falta de diálogo entre pais e filhos se torna um obstáculo na prevenção de uma gestação precoce. Assim, a ausência de informações sobre ter uma relação sexual desprotegida, reflete nos altos índices de gravidez na adolescência. Dados da UNIFESP comprovam isso, já que,32% das jovens brasileiras entre 14 e 20 anos, já engravidaram pelo menos uma vez. Ainda, tal fato, também é consequência do início da vida sexual prematura, que, associada à falta de informação sobre como prevenir uma gestação, resulta em cada vez mais no aumento dos índices de adolescentes grávidas.
O viés socioeconômico também colabora de maneira significativa para que jovens tenham filhos cada vez mais cedo. Dessa forma, as condições de vulnerabilidade e de pobreza em que se encontram certas regiões do país, como o norte e o nordeste brasileiro fazem com que o casamento precoce, a falta de informação sobre sexo desprotegido e sobre métodos contraceptivos, além da inacessibilidade à estes, elevem de forma preocupante o números de casos de adolescentes grávidas. Isso, pode ser visto nos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, ao mostrar que chega a 18% o índice de meninas que se tornam mães precocemente. Em consequência da gestação, na maioria das vezes indesejada, meninas entre 13 e 18 anos, além de terem suas vidas mudadas por conta do filho, deixam de estudar e não conseguem empregos devido ao preconceito, como mostra o IPEA.
Assim, em virtude da falta de orientação sobre assuntos relacionados ao sexo e devido as más condições sociais em que se encontram certos brasileiros, a correlação entre governo e família é de suma importância para reduzir o número de meninas grávidas na adolescência. Desse modo, ao primeiro, cabe a criação de politicas públicas que visem garantir aos jovens o acesso à informação sobre as consequências de uma relação sexual desprotegida, como a gravidez precoce. Ainda, cabe a criação de palestras e campanhas com intuito de conscientizar, principalmente nas escolas, sobre a educação sexual. Já ao segundo, considerada primeira instituição social na vida de um indivíduo, cabe o exercício do diálogo e do conselho, para que antes mesmo de iniciar suas vidas sexuais, os jovens saibam se proteger e evitar tanto a gravidez indesejada e precoce, quanto doenças de cunho sexual.