Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/05/2018

“Camila tem 13 anos, reside na periferia do Rio de Janeiro e engravidou em um baile funk. Vitória tem 14 anos, reside no Ceará e engravidou de seu namorado. Laila tem 15 anos, reside em Níger e engravidou do marido de 35 anos”. Essas são histórias comuns na contemporaneidade e refletem a gravidez na adolescência que tem gerado,no Brasil, a evasão escolar e aumento de uma geração pouco ativa economicamente.

Segundo pesquisa do Banco Mundial o Brasil se encontra na 49º posição dos países com fecundidade precoce, atrás apenas de países como o de Laila, que permitem o casamento infantil. Isso se deve ao fato da sexualização feminina começar precocemente. De acordo com Associação Norte Americana de Psicologia, brinquedos, séries,desenhos vem abordando de forma sutil a erotização, como atributos físicos, produtos que eram considerados para adultos já são feitos para crianças, como fantasia de bombeiro infantil para meninas, além do funk, que muitas vezes faz apologia à exploração sexual e ao sexo precoce. Tais itens citados é de responsabilidade de adultos a verificação da idade apropriada e muitas vezes não existe acompanhamento adequado com a criança e adolescente, ou seja, diálogo sobre o ato sexual e métodos contraceptivos e sua importância, o que resulta em relações sexuais desprotegidas.

Em conseguinte, conforme o documentário “meninas: gravidez na adolescência”, que acompanha a gestação de quatro adolescentes, 1 a cada 4 meninas gestantes, continuam seus estudos. O abandono escolar ocorre em razão da discriminação e 23%, segundo pesquisa feita em parceria com o Ministério da Educação(MEC), é em virtude as condições familiares. Devido as dificuldades encontradas, estas meninas optam por cuidar de sua família ou morar com o pai do bebê, tornando assim administradoras do lar. Tal decisão resulta na " Geração nem nem", ou seja, não estuda e nem trabalha, aumentando a quantidade de cidadãos não ativos economicamente no país.

Portanto, pode-se dizer que a gravidez precoce gera problemas tanto para os adolescentes envolvidos, quanto para o país. Dessa forma, é importante que o MEC introduza no currículo escolar a disciplina de educação sexual como forma de discutir o assunto a partir dos 10 anos e evitar relações sexuais e a gravidez prematura. Em conformidade, ONGs deverão promover palestras para famílias ensinando-as a discutir o tema dentro do próprio lar e construir creches filantrópicas para que as jovens mães possam deixar seus filhos e prosseguir com seus estudos e no futuro entrar no mercado de trabalho. Assim, a evasão escolar irá diminuir, aumentará o número de cidadãos ativos e diminuirá o percentual de grávidas adolescentes no Brasil.