Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/05/2018
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil tem a gravidez na adolescência acima da média latino-americana, sendo esse um fatos preocupante, pois a maternidade exige uma responsabilidade que a maior parte das adolescentes ainda não possuem, além disso, ela pode ter um efeito profundo na saúde dessas meninas durante a vida. Já que, além de criar obstáculos para o seu desenvolvimento psicossocial, se associa a resultados se associa a resultados deficientes na saúde e a um maior risco de morte materna, e também, seus filhos têm mais risco de ter uma saúde mais frágil, ou seja, a gravidez na adolescência possui diversos danos e por isso deve ser evitada.
Inicialmente, segundo o relatório de 2016 da OMS, a mortalidade materna é uma das principais causas da morte entre adolescentes e jovens entre 15 a 24 anos na região das Américas. Essa situação foi retratada na livro " Cem anos de solidão", do escritos Gabriel Garcia Marques, no qual, a personagem Remédios se casa jovem e morre após uma gravides de risco. Isso se dá devido à terceirização da educação dos filhos, pois dessa forma não é ensinado que a vida sexual exige responsabilidades e que a falta de ensinamento resulta no maior número de jovens que adquirem conhecimento sobre o sexo na prática, expondo-se a DSTs e à gravidez precoce.
Além disso, de acordo com a psicóloga Janaina Coniaria, que participou de uma pesquisa da USP, com adolescentes grávidas, na qual demonstrou que o desenvolvimento da criança depende da relação que a mãe estabelece com o filho desde o início da gravidez até após o nascimento. Se for criado um bom vínculo, de amor e afeto, o impacto negativo, dessa imaturidade, pode não acontecer, mas a psicóloga alerta para os problemas que podem surgir, caso esse vínculo não seja positivo, as crianças podem apresentar problemas como depressão infantil, autismo e atraso na desenvolvimento cognitivo. Sendo demonstrado assim, a importância de se planejar uma gravidez e as dificuldades enfrentadas para uma gravidez não desejada e precoce.
Portanto, é importante ressaltar que o alto índice de gravides na adolescência apresenta diversos problemas de saúde para as adolescentes e a prevenção pode ser feita por meio da educação sexual. É imprescindível que as escolas, as quais são fundamentais para a inserção do adolescente na sociedade, por meio de apoio governamental, devem desenvolver palestras com profissionais que possam instruir os adolescentes nas primeiras relações sexuais, como ginecologistas e urologistas, para que deem as informações necessárias para a vida a vida sexual do jovem. Além disso, cabe aos pais, instruir sobre a responsabilidade das relações sexuais, sobretudo sobe o uso de preservativos e ao uso de anticoncepcionais, com a intensão de diminuir o número de gravidez indesejadas e DSTs.