Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/05/2018

Mentes imaturas

Desde a antiguidade no Egito, Grécia e outras culturas, berços da humanidade, já acontecia a descabida gravidez precoce. Não raro, naquelas regiões os adolescentes tendiam a ter relações sexuais, a princípio, na puberdade, pois não havia uma idade definida para o início da vida sexual. Similarmente, a sociedade contemporânea encontra resíduos da antiga comunidade, por consequência, sofre com a crescente e irrefreável não maturação dos jovens antes da primeira conjugação. Além disso, outros problemas sociais como o estupro, preconceito, machismo e falta de conhecimento ainda permeiam o Brasil e somam para a evidente gestação não planejada.

Decerto, Émile Durkheim, sociólogo do século 19, afirmava que os indivíduos são completamente induzidos pelo meio em que vivem. Por tanto, se há raízes preconceituosas, machistas e isentas de informações, não se tem dúvidas de quais frutos serão colhidos. Logo, com uma gravidez, a adolescência, a qual deveria ser um período de aprendizagem e amadurecimento psicossocial, se torna um fluxo de responsabilidades inesperadas desviando o juvenil do ciclo natural.

Por certo, a causa primordial das gestações precoces é a ausência de conhecimento dos adolescentes, tanto da existência de contraceptivos, como também em não saber usá-los. Isso se deve à falta e ineficiência de políticas públicas, além do diálogo com os  pais ou responsáveis. Outro fator importante, é a condição financeira em que os jovens estão inseridos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o índice de gravidez na juventude é 75% maior nas classes menos favorecidas financeiramente. Desse modo, fica explícita a ausência do Estado nas comunidades carentes aumentando, portanto, as taxas das mazelas sociais.

Por fim, para que o índice de adolescentes gestantes diminua, é necessário a criação e execução de políticas públicas. Para isso, o Poder Legislativo, o qual possui a função de criar as leis, deverá analisar o quadro  e elaborar as soluções, tal como, o apoio de psicólogos nas comunidades mais carentes para que esses auxiliem e orientem os jovens, preparando-os para lidarem com a vida sexual. De fato, o importante é introduzir o conhecimento, que se alastre e atinja áreas e indivíduos ainda não providos dele. Desse modo, assim como analisava Durkheim, as pessoas são induzidas pela sociedade, portanto, é dever de todos torná-la saudável.