Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
No século XIX, era comum que meninas de apenas treze anos se casassem e iniciasse a sua vida sexual, pois a própria família fazia questão de organizar os casamentos. Porém, em 1974 a Organização Mundial de Saúde, conceituou a adolescência como uma fase de construção da maturidade física e psíquica, podendo causar problemas de saúde em casos de gravidez precoce. Todavia, a gravidez na adolescência é uma questão deletéria no cenário brasileiro, complicando a vida da maioria das jovens. Nesse contexto, deve-se analisar como as desigualdades sociais do país e a au-
sência da educação sexual por parte da família e da escola causam tal problema e como combate-lo.
Em primeiro lugar, pode-se observar que a maternidade precoce prevalece principalmente nos grupos de baixa renda, baixa escolaridade e pouca perspectiva de futuro. Isso, por que muitas crianças e adolescentes estão privados do acesso a informação e desconhecem os riscos e os métodos contraceptivos existentes. Além disso, durante a gestação apresentam carência de acompanhamento e apoio médico, gerando problemas de saúde e complicações. Por conseguinte, acaba implicando riscos para a vida da mãe e do bebê.
Ademais, nota-se ainda a negligência da própria família e das escolas para com o aprofundamento desse assunto. Nessa perspectiva, a adolescência requer cuidados por meio de ensinamentos e aconselhamentos. Entretanto, embora as escolas reconheçam a importância de abordar o tema, muitas vezes acabam sentindo medo de influencia-los a algo ou realmente não sabem como passar as informações necessárias para os alunos. E muito menos os pais se sentem a vontade para desenvolver conversas com seus filhos tratando essa questão. Dessa forma, os jovens não percebem como é fácil engravidar e podem acabar conseguindo informações errôneas em relação a vida sexual.
Torna-se evidente, portanto, a eminência em cessar essa problemática. Em razão disso, o Ministério da Saúde deve implementar uma distribuição mais ampla de atendimento especializado para a vida sexual, alcançando cada vez mais pessoa que residem em áreas mais carentes e humildes. Além disso, deve também estabelecer uma parceria com o Ministério da Educação, desenvolvendo campanhas e projetos direcionados para a educação sexual dos adolescentes, deixando-os informados, aconselhando métodos contraceptivos e alertando-os sobre as doenças e outras consequências , como por exemplo, a maternidade precoce. E por fim, as escolas devem também incentivar a participação dos pais na vida dessa crianças, instigando mais diálogos entre as famílias e uma melhor convivência com os filhos, evitando erros que poderão ser cometidos por falta de conselhos. Dessa forma, buscar diminuir os índices de adolescentes grávidas no país.