Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/05/2018

É assegurado a todas as mulheres, pelo Estatuto da Criança e Adolescente, o acesso aos programas e ás políticas de saúde da mulher e de planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no âmbito do Sistema Único de Saúde. Entretanto não é isso o que se observa no país, uma vez que a gravidez na adolescência se apresenta em números exorbitantes e a falta cuidados com essas jovens, ao engravidarem, ainda é muito grande.

Os dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados comprovam esse fato, ao mostrarem que ,apenas no estado de São Paulo, mais de 90 mil meninas menores de 19 anos engravidaram no ano de 2014. Assim, comprovando a falta de orientação e de informação sobre gravidez entre as jovens e os jovens brasileiros, principalmente vindas pelas fontes corretas como, pais, médicos e escolas. Problema causado pelo tabu existente na sociedade quando o assunto é atividade sexual, fazendo com que pais não queiram conversar com seus filhos sobre o tema, assim como os médicos dificultosamente conseguem chegar até os adolescentes e as escolas tenham medo de conversar sobre com evitar a gestação e até mesmo como agir com ela.

Vale ressaltar que a mortalidade materna é uma das principais causas de morte entre as adolescentes, demonstrando não só a falta de cuidados do Estado e dos pais para com a jovem antes, mas também após engravidarem. Não é novidade que, muitas delas ao descobrirem a gravidez acabam apostando em abortos clandestinos, os quais inúmeras vezes acabam resultando em problemas de saúde e até no óbito, mas não é só isso que afeta o bem-estar das adolescentes, uma vez que muitas das vez nem ao menos o corpo da mãe está preparado para suportar uma nova vida e com a falta de acompanhamento médico esta acabam falecendo.

Percebe-se, então, que gravidez na adolescência é um grave problema social e que acontece, em sua maioria, por falta de conhecimento do jovem sobre o assunto. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria, com estados e municípios, crie eventos de palestras e estudos sobre o tema nas escolas brasileiras, orientando os estudantes a como evitar assim como agir com o problema, em busca de diminuir as mortes de meninas na gravidez. Além disso, é preciso que os pais atuem de forma efetiva na vida de seus filhos, principalmente quando o assunto é um tabu na sociedade, orientando-os e sendo um apoio nessa fase da vida.