Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/05/2018

Em uma sociedade de grandes progressos, que para as mulheres, são conquistados apenas depois de muita luta, entretanto o enraizamento de que o papel feminino se resume meramente ao de progenitora ainda é pregado de várias maneiras, afetando todas as idades. O Brasil não é uma exceção, o número de meninas de 15 a 19 anos só aumenta, a gravidez na adolescência traz riscos em diversos sectores, como o social, o econômico e a saúde física ou mental.

No Brasil, a taxa de natalidade 68,4 sendo menor que apenas a África Subsaariana, as altas taxas são vistas como efeito das desigualdades existentes nos países, afetando principalmente a população mais vulnerável. Uma gestante encontrada vários momentos bem complicados como a escolha de um médico, parto sem muitas dificuldades etc. Entretanto para garotas de 15 a 19 anos são encontradas dificuldades com a aceitação de parentes e do próprio pai da criança, muitas vezes sendo deixada desamparada, após o nascimento o mercado de trabalho e a volta aos estudos não muito acessíveis.

Outro aspecto preocupante é o grande tabu criado por cima da gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, alguns jovens tratam esses acontecimentos como algo distante da sua realidade, deixando espaço para comportamentos contraditórios, assim como a não utilização de preservativos seja pela imposição de parceiros ou não, a falta de informação sobre meios contraceptivos e seus efeitos, ida tardia ao ginecologista. Algumas meninas só sabem meramente sobre gravidez por meio de terceiros retratando-as como culpadas e por filmes, que normalmente retratam vários pontos distintos ‘’Simplesmente acontece, Dear white people e superstition’’. As personagens sempre tem aquela dúvida se optam por ter o bebê ou não algumas delas realmente não teve, no Brasil aborto é crime, porém abortos clandestinos são realizados matando várias meninas.

Nos últimos anos a idade de varias gestante, vem despertando a preocupação de profissionais. Evidencia-se, portanto, significativas dificuldades no processo de integração de novas famílias. A fim de conscientizar e orientar é necessário que medidas públicas sejam tomadas, Por meio de leis, auxilio financeiro, palestras e planos de saúde mais acessíveis e alas de pediatria mais amplas. Também com a implantação de creches públicas, empresariais e em faculdades com horários mais flexíveis. Aumentando assim as oportunidades de trabalho e de integração de jovens mães .