Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/05/2018
A gravidez na adolescência é uma questão de saúde pública, no Brasil. Verifica-se que esse problema social é nutrido, sobretudo, devido à má educação sexual dentro do seio familiar e é impulsionado continuamente pela cultura do machismo, este incrustado na sociedade.
Desse modo, as orientações sexuais oferecidas pelos pais aos adolescentes são insuficientes para o claro entendimento destes. Isso, certamente, resulta no quadro atual, o qual registra que a maioria dos jovens não sabem se prevenir de forma adequada, não compreendem o funcionamento de cada método, os utiliza de maneira errônea ou, simplesmente, abandona seu uso por crerem que a gravidez precoce, e também o risco de contaminação por DSTs, são utópicos. Tais comportamentos justificam a colocação do Brasil em 1º lugar no ranking dos países com mais gravidezes precoces da América Latina, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
Paralelo a isso, a persistência do patriarcalismo, no país, tem influência sobre a problemática. Sendo assim, já que falar sobre sexo é tabu, as meninas, principalmente, não possuem instruções no início da vida sexual e são facilmente influenciadas pelos seus namorados, adolescentes e inconsequentes, que optam por não utilizar a camisinha e convencem as parceiras da decisão. Além disso, devido ao preconceito social, as garotas não se sentem confortáveis ao buscarem por preservativos nos postos de saúde, as deixando ainda mais à mercê dos garotos durante as relações sexuais.
Evidencia-se, portanto, que, a fim de cessar os altos índices de gravidez na adolescência, é necessário, de início, que o Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino e a família, estimule o fluxo de informações sobre sexo, bem como os métodos anticoncepcionais, por meio de diálogos, palestras e debates. É imperioso também que o Ministério da Comunicação, associado à mídia, ofereça campanhas e propagandas acerca dos riscos do não uso de preservativos. Assim, falando abertamente sobre o assunto e desconstruindo paradigmas, as meninas, fundamentalmente, se sentirão mais à vontade para exigirem proteção no ato sexual e evitarem possíveis subjugações e concepções.