Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/05/2018
A gravidez adolescente no Brasil é um problema. Juntando-se a falta de informação sobre educação sexual, principalmente em áreas pobres do país, com os riscos que a ingestão de anticoncepcionais podem acarretar no organismo feminino, o número de casos de gravidez adolescente indesejada em território brasileiro, ainda que, segundo a SINASC tenha caído em 17%, continua estando acima da média latino americana conforme dados da Organização Mundial da saúde (OMS). O que urge pela tomada de medidas para a resolução da temática.
Conforme citado anteriormente, um dos fatos que facilita a incidência no número de gravidezes indesejadas entre jovens é a falta de educação sexual de qualidade em turmas de ensino médio principalmente, pois, ainda que se saiba o básico como o uso da camisinha, que além de prevenir gravidez precoce também combate as DST’s, e o uso de outros métodos contraceptivos, os adolescentes, principalmente os de áreas mais pobres e que têm menos acesso a esse tipo de informação, ainda não entendem totalmente como são usados esses mecanismos de prevenção e onde consegui-los, o que se torna grande parte do problema pois o uso incorreto desses objetos pode acarretar em uma gravidez indesejada ou ainda facilitar a contração de doenças sexualmente transmissíveis.
Ademais, pode-se citar como fator coibitivo para a resolução do impasse o fato de que os riscos que mulheres correm com a ingestão dos anticoncepcionais, principalmente os de nova geração, geram desconfiança feminina em relação a esse tipo de método de prevenção, que pode ser de grande ajuda mas também pode gerar consequências graves a longo prazo como mostram pesquisas realizadas pela Universidade de Nottingham na Inglaterra que dizem que o uso desse tipo de mecanismo aumenta em quatro vezes o risco da formação de coágulo sanguíneo grave, a “trombose”, pois sabe-se que o uso de pílulas hormonais interfere no sistema circulatório da mulher de várias maneiras, aumentando a dilatação dos vasos e a viscosidade do sangue, causando os coágulos que podem se alojar nos pulmões formando bloqueios potencialmente fatais ou até subir ao cérebro, podendo causar um acidente vascular cerebral (AVC).
Portanto, para resolução eficaz do problema, deve-se criar parcerias entre Órgãos de Saúde no mundo inteiro e a ONU para o financiamento com dinheiro conseguido por sites de arrecadação criados pelos mesmos que pedirão doações monetárias para pesquisas visando tornar o uso de pílulas o mais seguro possível para as mulheres, além de palestras de educação sexual criadas pelo Órgão dos Direitos Humanos e ministradas por psicólogos em escolas de ensino médio para conscientização.