Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/05/2018

A lei orgânica  do SUS 8.080, aprovada no ano de 1990, visa garantir a proteção, promoção e prevenção de aspectos relacionados à saúde, a toda população. Sendo assim, os elevados índices de grávidas jovens durante a adolescência no Brasil, tem preocupado as autoridades de saúde pública, haja vista que em sua maioria essas gestações não são planejadas e os adolescentes não possuem condição psicossocial e estrutura familiar para gerir e cuidar de um  recém-nascido. Nesse contexto há dois eventos que não podem ser negligenciados, como os fatores que levam a este cenário  preocupante e quais são os risco que uma gestação na adolescência pode trazer para a jovem.

Em primeira análise, cabe pontuar que a grande maioria das jovens grávidas estão inseridas em um contexto de vulnerabilidade socioeconômica. Isto se deve principalmente ao pequeno grau de instrução que estas recebem ao adentrarem na idade sexualmente ativa. Os pais e os professores são a principal fonte educadora dos adolescentes.  No entanto, tratando-se de assuntos sexuais,  os dois núcleos se  mostram falhos pelo fato de não expor para os jovens quais são os cuidados e métodos contraceptivos. Em sua grande maioria, essa conversa elucidando os tópicos sobre sexualidade não ocorre  pelo receio de que vá impulsionar os jovens a entrarem prematuramente na vida sexual ou por falta de mecanismos de abordagem.

Ademais, convém frisar que uma gestação na adolescência pode trazer sérios riscos para a saúde da gestante e do neonato. Segundo Carissa F. Etienne, diretora da OPAS, uma gravidez prematura cria obstáculos para o  desenvolvimento psicossocial da jovem e um maior risco de morte materna.Isto se justifica pelo fato de que, em sua grande parcela, a gravidez neste momento não foi planeja pelos jovens, sendo que, eles não apresentam estrutura psicológica e financeira para assumir essa responsabilidade. Em muitas ocasiões as jovens não realizam um acompanhamento adequado junto ao profissional de saúde, que deve se estender dos primeiros meses da fecundação até o momento do parto, isto pode ocasionar algumas complicações durante a gravidez que se tornam prejudiciais e irreversíveis tanto para a mãe como para o feto.

Contudo, medidas devem ser tomadas para atenuar a problemática. É imprescindível que o Ministério da Educação em consonância com o Ministério da Saúde, promova palestras socioeducativas nas escolas de base para alunos do ensino fundamental e médio, com intuito de elucidar, para a população sexualmente ativa,  as principais formas de se proteger e previnir a gravidez. Ademais, deve-se integrar as famílias neste assunto e, caso ocorra a fecundação de uma adolescente, deve-se fazer um planejamento familiar  e fornecer atenção psicossocial à jojvem , assegurando-lhe os princípios do SUS. basicosdffasfff