Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/05/2018

É notória a necessidade de ir de encontro com á gravidez na adolescência no país vigente. Diante disse, averígua-se, desde o período da colonização brasileira, que os jovens casavam-se obrigados pelos pais, e com isso tinham filhos precocemente. Entretanto, hodiernamente, surge a problemática da desinformação que persiste intrinsecamente ligado à educação alienada e arcaica da sociedade.

Em uma primeira abordagem, é importante ressaltar que, mesmo o SUS oferecendo gratuitamente oito tipos de métodos contraceptivos, não só para evitar a gravidez, mas também as DSTS, ainda são comuns as indesejadas gravidezes na adolescência. No entanto, o escasso conhecimento sobre o assunto, faz os jovens acreditaram que a gravidez não vai acontecer com eles. Essa ideia utópica é alimentada pela influência dos amigos, que pregam aversão ao uso de preservativos.

Outrossim, o ensino também corrobora a problemática. De acordo com o economista Sir Arthur Lewis, a educação sempre foi investimento com retorno garantido. No que tange a questão, as escolas, por ser o espaço para formação do cidadão, deveria estabelecer disciplinas que garantam a compreensão da alta fertilidade na juventude brasileira, evidenciando os riscos que os mesmos correm.

Parafraseando o filósofo John Stuart Mill, sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano. Tomando como norte a máxima do autor, para combater a gravidez na adolescência, são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonista a escola e mídia. Destarte, o Ministério da Educação deve instituir, na grade curricular das escolas, disciplinas orientadas por agentes da saúde , que discutam sobre a educação sexual, a fim que os adolescentes passam ter discernimento sobre o assunto, e consequentemente, se precavendo e adquirindo o habito do uso de métodos contraceptivos . Ademais, o Ministério da Comunicação, em parceria com grandes canais estatais, devem desenvolver campanhas e novelas que retratem a gravidez na adolescência, compartilhando formas de prevenções e detalhes do cotidiano dessas mães, com o fito que os cidadãos agreguem conhecimento e levante reflexões.