Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
Século XXI, com o feminismo mais aflorado do que nunca e o papel da mulher na sociedade tendo sofrido uma mudança considerável se comparado aos séculos anteriores, o que antes era visto como “normal” hoje se apresenta como um dos problemas sociais mais graves no Brasil. A gravidez na adolescência não escolhe cor, classe ou credo, mas afeta o presente e o futuro das meninas-mães.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), todo ano são realizados mais de 600 mil partos em adolescentes no Brasil, que se somados às gestações não contabilizadas, por quaisquer motivos, geram um montante estimado que beira 1 milhão de casos no país, o qual possui uma das mais altas taxas da América Latina em gravidezes de meninas dos 14 aos 19 anos. Essas que, quando engravidam tem seu futuro completamente alterado enfrentando dificuldades que impactam sua vida social, educacional e até mesmo na área da saúde. No século IX, por exemplo, era comum o fato dessa faixa etária já estar em matrimônio e procriando, mas a situação social evoluiu, e o papel da mulher que se restringia aos cuidados com a casa, com o movimento feminista se expandiu, dando à mulher direitos e espaço, que vão desde o voto até mesmo a oportunidade da liderança de uma grande empresa. Logo, o problema social discutido pode ser interpretado até mesmo como um retrocesso se comparado aos países desenvolvidos.
Ademais, é importante ressaltar que essa gravidez na adolescência pode ser fruto da falta de informação, gerada por pais conservadores que não abordam o tema e políticas escolares restritas por medo de estar “incentivando” o início da atividade sexual. Ou por muitas vezes têm-se também o pensamento jovem, que vive em um momento de descobrir-se e pensa que uma situação dessa pode acontecer, mas não com ela. Assim como, é notório que existe diferença no enfrentamento da gestação como um todo por parte das classes altas da sociedade versus a camada mais marginalizada, esta que devido à baixa escolaridade, desemprego, pais ausentes, crise na saúde pública e outros adventos é mais vulnerável à situação, enquanto aquela tem opções de como lidar com a situação. Fato que evidencia um revés social originado da desigualdade de classes e má distribuição de renda.
Mediante os fatos mencionados,têm-se a gravidez na adolescência como um problema endêmico presente na sociedade brasileira,e medidas são necessárias para a resolução do impasse,tais como os incentivos educacionais por parte de ações governamentais em parceria com a sociedade,para a realização de palestras sobre educação sexual e empoderamento feminino,com a finalidade de conscientizar os jovens acerca de tais temas.Além disso,é importante a luta contra a desigualdade de classes com a finalidade de amenizar as diferenças de enfrentamento e possível futuro da menina-mãe.