Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/05/2018

A questão da gravidez na adolescência, no Brasil, seria, para o sociólogo Durkheim, um fenômeno patológico, uma vez que foge à regularidade mundial, que delimita as condições normais. Isso se dá devido à situação social da população e à carência de instrução aos jovens a respeito da contracepção.

Segundo dados estatísticos recentemente divulgados pela internet, a taxa brasileira de gravidez supera a média mundial em 19,5 nascimentos para cada mil meninas entre 15 e 19 anos, conjugando a lógica de Durkheim. Outros países que, assim como o Brasil, estão acima dessa média, apresentam em comum uma população mais vulnerável, isto é, com maiores índices de pobreza e um sistema educacional falho. Tais estatísticas acabam por servir, portanto, como indicadores do nível de desigualdade entre e dentro dos países.

Ademais, a juventude brasileira é pouco informada em relação às formas de se prevenir uma gravidez indesejada. Para os adolescentes, em sua maioria, conversar sobre sexo com adultos, sobretudo com os pais, é desconfortável, enquanto estes creem, equivocadamente, que instruir os jovens a respeito de contraceptivos é uma forma de incentivá-los à vida sexual ativa precoce. Entretanto, ao observar que 15% dos nascimentos, no país, vêm de mães com até 19 anos de idade, fica evidente a necessidade de mudar esse cenário.

Por conseguinte, cabe às famílias instruir seus jovens por meio da conversação e ao Ministério da Educação desenvolver, para que sejam implementados nas escolas, projetos de educação sexual, como palestras, atividades lúdicas ou apresentações artísticas - visto que ações coletivas possuem um imenso poder conscientizador. Outrossim, é importante que o Governo Federal ofereça assistência médica para as gestantes sem condições financeiras, com o intuito de reduzir as complicações antes, durante e após o parto, além de promover campanhas de distribuição de preservativos em comunidades mais carentes.