Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/05/2018
Não é de hoje que, no Brasil, a gravidez na adolescência apresenta-se como um problema a ser resolvido. Com a urbanização rápida e sem planejamento do país, muitas pessoas acabaram sem ter um local para morar,assim, fixaram-se nos morros, o que acentuou a onda de periferização. Nesse sentido,os indivíduos, principalmente as jovens, por falta de perspectiva de ascender socialmente aceitam essa condição como destino e criam famílias. O problema é que isso vem ocorrendo com jovens, que sem instrução familiar, acabam engravidando precocemente, o que acarreta marginalização perante a sociedade, processo que se explica por fatores escolares, econômicos e até sociais. A priori, nota-se que a gradativa mudança no perfil da idade em que as mulheres engravidam é alarmente, segundo a OMS,cerca de 70% dos nascimentos são provenientes de mães com idade entre 15 e 19 anos. Desse modo, a segregação social delas cria obstáculos para seu o desenvolvimento psicosocial, ou seja, por terem que se ausentar da vida infantil e já assumir uma vida adulta, muitas jovens não aguentam as pressões exercidas ,tanto pela família quanto pela sociedade, e acabam abortando o filho, ou recorrendo ao suicídio. Há de se saber, ainda, que devido a gravidez precoce, a maioria das adolescentes abandona os estudos para cuidar do filho, o que aumenta os riscos de desemprego e dependência econômica dos familiares.Assim, situação socioeconômica e a falta de apoio e de acompanhamento da gestação (pré-natal) contribuem para que as adolescentes não recebam informações adequadas em relação à alimentação materna apropriada, importância da amamentação e vacinação da criança, o que corrobora com a alta taxa de mortes na infância em filhos nascidos de mães adolescentes. Esse fatores contribuem para a perpetuação da pobreza, baixo nível de escolaridade, abuso e violência familiar, tanto à mãe como à criança, uma vez que, muitos pais não aceitam a gravidez e expulsam as filhas de casa. Sob essa conjuntura, a visão proposta pela geração naturalista, de que o meio determina o comportamento humano, fica explícita quando as jovens mães se vem à mercê da sociedade,em um ambiente no qual as práticas ilícitas são comuns, e para se sustentarem recorrem ao roubo e ao tráfico de drogas. Convém, portanto, que o Estado, em parceria com a mídia, promova debates e propagandas, em instituições públicas e veículos de comunicação como rádio e tv, cujo objetivo seja alertar aos alunos, principalmente as meninas, sobre os riscos da gravizes na adolescência. Ademais, aos familiares, cabe a discussão e orientação acerca da vida sexual,dessa forma, a situação de gravizes precoce pode ser diferente e a sexualidade melhor aproveitada pelos adolescentes no momento certo.