Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 21/04/2019

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a atuação da gestão pública, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pelo modelo de administração desatualizado, seja pela falta de proximidade à realidade da sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o Filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade.  De maneira análoga, é possível perceber, no Brasil, a ineficiência da gestão pública rompe essa harmonia, haja vista que existem práticas imprudentes na condução de diversas esferas públicas, bem como, as ações refletidas no programa Sistema Único de Saúde (SUS), tendo em vista que seu princípio é garantir o direito a saúde  a toda população , porém, existe uma enorme vulnerabilidade nesse setor, ou seja, falta de recurso hospitalar e o baixo atendimento a demanda, tais fatos são consequências de uma política com planejamentos ineficazes, que não são efetivados , assim, negligenciando o desfrute dos indivíduos a seus direitos.

Outrossim, destaca-se a falta de amplitude nos projetos sociais como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que diante de uma realidade cada vez mais complexa e de uma sociedade cada vez mais heterogênea, diferentes necessidades são apresentadas de acordo com cada grupo social. Porém, o que existe é a presença de um modelo de gestão tradicional e hierárquico, que acredita que a população que tem que se adequar à suas regras.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Justiça deve determinar amplamente as devidas ordens constitucionais aos setores públicos e fomentar uma gestão participativa, abrindo espaço para que a população participe ativamente das decisões e possam definir suas prioridades. Além do mais, o governo deve disponibilizar maiores recursos e auxiliar a criação de novas políticas públicas, promovendo a igualdade social, tendo em vista que o papel do Estado é garantir que seu trabalho esteja em conformidade com as necessidades coletivas.