Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 21/04/2019

A Constituição de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à educação, segurança, saúde. Entretanto, o descaso estatal, condicionado pela falta de planejamento, e os casos de desvios financeiros, são um dos fatores que colaboram com a má gestão pública no Brasil. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias a esse quesito.

Deve-se pontuar, de início, que a falta de organização política para administrar os setores de serviços públicos, dificulta o desenvolvimento da qualidade de vida e, consequentemente, o do país, uma vez que não há uma infraestrutura suficientemente preparada para atender a demanda populacional. Essa conjuntura, de acordo com as ideias do contratualista John Locke, configura-se uma violação do ‘’contrato social’’, haja vista os direitos naturais não estão sendo plenamente distribuídos para a manutenção da igualdade entre os membros da sociedade.

Além disso, os extravios monetários públicos para os benefícios dos gestores são uma realidade que, na maioria dos dias, estão estampados em noticiários. Exemplo disso foi o ocorrido, em 2014, que foi exporto um dos maiores esquemas de corrupção no mundo - a Lava Jato - que movimentou mais de bilhões de reais. Segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria - CNI, a corrupção foi considerada, por 65% dos brasileiros, o segundo principal problema no país. Logo, a condição de vulnerabilidade que a sociedade é exporta é inegável, uma vez que está à mercê de serviços precários, que deveriam ser melhorados pelo governo, porém a verba destinada está na conta de quem foi escolhido para gerir os interesses do povo.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para atenuar o impasse. Logo, cabe ao Poder Legislativo impôs-se, com a criação de emendas constitucionais mais rigorosas, como o aumento de penas, retirada de foro privilegiado, para que não deem saída para quem cometer atos contra a constituição, de que modo que faça os indivíduos repensarem antes de cometer tais atos. Ademais, o Ministério da educação deve elevar a carga horaria das disciplinas de sociologia e filosofia, além de implementar no currículo escolar noções de política e educação financeira, assim será formado pessoas com senso crítico capazes de escolher candidatos aptos, além de saber cobrar ao governo o que é direito de todos. Dessa maneira espera-se que a constituição seja respeitada e tenha-se um pais mais democrático e justo.