Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 21/04/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicada em 1948, assegura a todos o direito ao bem-estar social. No entanto, em oposição a tal preceito do documento, vê-se que a população brasileira não está usufruindo desse direito na prática, pois observa-se uma elevada ineficiência na gestão dos órgãos públicos. Nesse contexto, é de fundamental importância o combate dessa prática e, para isso, deve-se analisar os fatores que contribuem com a problemática.

Em primeira análise, é importante destacar que a falta de planejamento na administração dos recursos públicos ocasionam sérios problemas para a sociedade. Isso acontece porque, infelizmente, muitos gestores responsáveis pelos diversos setores do país não possuem conhecimento técnico-administrativo adequado para assumir determinadas funções, além de não serem aptos para realizar algumas atividades. Consequentemente, ocorrem inúmeros casos de desperdício de verbas públicas, má qualidade dos serviços prestados à população, escassez de materiais e insumos, e falta de profissionais em diversas áreas que possam atender a população.

Outrossim, a corrupção presente nas diversas esferas governamentais corrobora com a péssima qualidade dos serviços destinados ao público brasileiro. Um exemplo disso são os casos de investigação de corrupção e lavagem de dinheiro realizados através da operação lava-jato, iniciada em 2014, e que já detectou inúmeros casos de políticos envolvidos em diversas organizações criminosas, conforme dados disponíveis no site do Ministério Público Federal. Dessa maneira, setores fundamentais como educação e saúde são altamente afetados, ocasionando prejuízos à sociedade.

Portanto, torna-se evidente que intervenções sejam realizadas com o objetivo atenuar a problemática. Cabe ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, realizar processos seletivos específicos para os cargos no governo, para que, dessa forma, atuem nos diversos setores públicos apenas profissionais com habilidades técnicas, qualificações e competências necessárias, extinguindo, assim, os cargos exercidos através de indicações políticas e melhorando a eficiência dos serviços prestados à população. Desse modo, o progresso social será alcançado e o corpo civil se adequará de forma satisfatória aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.