Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 21/04/2019
É inegável o fato que, no Brasil, a má administração pública é um fator que acresce, gradativamente, ano após ano, causando graves consequências e vítimas desse tema. Paralelamente, torna-se imprescindível que essa realidade precisa, urgentemente, ser enfrentada de forma consistente tanto pela população em repudiar quanto pela autoridades em repercutir meios de combate. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à falta de transparência e à ausência do povo na participação através da fiscalização.
Em primeiro plano, historicamente, desde o período colonial no século XVI a corrupção assola a política nacional através de práticas como enriquecimento ilícito, abuso de autoridade e nepotismo, são exemplos citados por meio da Literatura naquele presente momento. Nesse contexto, o país permanece com raízes históricas que prejudica diretamente o funcionalismo público e a credibilidade de quem exerce funções nesse âmbito estatal. Por conseguinte, a falta de transparência com a utilização dos recursos do Estado propicia a prática de licitações fraudulentas e obras superfaturadas, dessa forma, representa a incorporação indevida do que é público com o fito de aumentar o patrimônio pessoal ou de outrem aumentando a desigualdade social.
Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a escassez de controle dos recursos público por parte da população. Outrossim, o baixo investimento em órgãos de investigação, por exemplo, a decadência estrutural e funcional da Policia Federal acarreta em menor tempo de descoberta de crimes. Diante disso, a operação Lava Jato, atualmente, representa o maior esquema de corrupção da história do Brasil com a descoberta de um rombo nos cofres públicos chegando a 42,8 bilhões de reais e, já que esse crime tem expectativa de início dez anos atrás.
Portanto, torna-se evidente que é indispensável a adoção de medidas capazes de alterar esse cenário caótico dentro da gestão pública. Logo, o Governo Federal deve empreender esforços no sentido de fortalecer os instrumentos de transparência pública ( internet, imprensa escrita e falada e “outdoor”), por meio da divulgação de planilhas de gastos públicos atualizadas referentes a gastos com obras, pessoal, empréstimos, licitações e qualquer atividade que implique em despesas públicas, a fim de coibir os casos de má gestão pública. Ademais, o Ministério da Educação em parceria com a mídia podem, promover palestras educativas, reportagens e ações sociais, visando fortalecer o papel participativo do cidadão com o objetivo de fomentar e sensibilizar a sociedade civil a cobrar das autoridades medidas cabíveis em prol de extinguir essa realidade no Brasil.