Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 21/04/2019

Na formação de Estados é necessário a existência de órgãos e pessoas jurídicas que promovem a manutenção da vida social a partir da execução das leis e projetos aprovados. Entretanto, o cenário político-administrativo do Brasil apresenta-se comprometido devido não só ao estamento burocrático, mas também a falta de eficiência.

O sociólogo Max Weber afirma que a burocracia, método compartimentado em que cada indivíduo possui sua especialidade, é a organização por excelência. Paradoxalmente, o sistema burocrático em excesso custa, atrasa, inviabiliza a demanda e até mesmo possibilita a corrupção, uma vez que há desperdícios de materiais e verba, apego dos funcionários a seus cargos e funções, bem como lentidão na resolução dos problemas. Contudo, o que é ganho em organização administrativa é perdido em eficácia política.

O êxito na gestão pública é obtido quando a qualidade do serviço é somada ao baixo custo investido e ao o impacto positivo gerado na sociedade. Não obstante, no ranking de eficiência do estado, dentre os 18 países selecionados, o Brasil encontra-se na última posição, segundo a Confederação Nacional da Indústria. Esse quadro é favorecido pela dificuldade em inovar os serviços, uma vez que apresenta riscos e para não os correr, a gestão se estagna a modelos ultrapassados que reduz a produtividade e dificulta a otimizar as políticas sociais.

A administração pública deve estar em harmonia com as necessidades da população para que haja maior eficácia na gestão. Consequentemente, é preciso que o Poder Legislativo Federal elabore normas que favoreçam a reestruturação admirativa, substituindo a exagerada burocracia pelo uso de TI que propicia a economia, moderniza os serviços e amplia a produtividade. Em paralelo, é preciso a fiscalização periódica do cumprimento das políticas com o intuito de ampliar programas com bons resultados e extinguir os ineficazes.