Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 22/08/2022
Milton Santos, em seu texto “Cidadanias Mutiladas”, defende que a democracia atinge a plenitude de sua eficácia quando os direitos do corpo social, em sua totalidade, são homogeneamente desfrutados. Não obstante, a conjuntura contemporânea brasileira, marcada pela fome e desigualdade social deturpa tal prerrogativa. Desse modo, a fim de mitigar as raízes dessa problemática, faz-se necessário denunciar os potencializadores desse impasse: a origem colonial do Brasil e má destribuição de renda.
Diante desse cenário, convém ressaltar, um dos principais agentes dessa problemática: a colonização brasileira. Nessa perspectiva, o sociólogo Florestan Fernandes afirma que o sistema colonial e a seguinte abolição da escravatura proporcionaram o surgimento de cidadãos em condições de fragilidade. Dessa maneira, devido ao corpo social que era composto por classes extremamentes pobres e baseado no sistema escravista, os recém libertos não dispuham de oportunidades de empregos como também de moradias em virtude, principalmente, da infraestrutura precárias dos meios urbanos. Nesse viés, é ilógico pensar que, num país que consagra emergente, o combate às desigualdades seja colocado em segundo plano.
Além disso, é preciso pontuar que a concentração de renda em grupos, cada vez menores, impede a distribuição igualitariamente entre os mais necessitados. Nesse sentido, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1% da população com rendimentos maiores recebe, em média, 34,9 vezes acima do que a metade mais pobre. Dessa forma, a concentração de renda é injusta, por que impossibilita o desenvolvimento das capacidades individuais, assim como o acesso aos direitos humanos básicos. Logo, são necessários novos incentivos financeiros, os quais visem o progresso da nação.
Destarte, medidas são cruciais para resolver os problemas discutidos. Para isso, cabe ao Ministério da Cidadania, principal orgão responsável pelas políticas públicas, impulsione o cadastramento de pessoas de baixa renda em programas socias, especiamente em regiões periféricas e carentes. Essa iniciativa terá o propósito de diminuir gradativamente às injustiças no Brasil.