Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 29/04/2022

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito aos serviços básicos: alimentação, saúde, segurança, habitação entre outros como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a fome e desigualdade social, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a fome e a desigualdade social no nosso país. Nesse sentido, muitas pessoas não tem onde morar ou moram em lugares proibidos, não tem o que comer, isso precisa mudar, pois não falta pão no mundo, falta divisão. Muitos tem pouco e poucos tem muito. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do contrato social, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a alimentação, moradia, e emprego o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o governo como impulsionador desses problemas no Brasil. Segundo a série Greys Anatomy, na qual tem uma personagem que não tinha onde morar nem o que comer e foi se abrigar no hospital, tudo isso é culpa dos órgãos governamentais que quase não dão o suporte e apoio que essas pessoas precisam, e quando dão, as pessoas precisam passar meses na fila de espera até ser aprovado o auxílio e tem vezes que nem aprovam. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de cartões, fichas, cestas básicas, distribuam mais alimentos e dinheiro a fim de melhorar a situação da fome e desigualdade no país. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e feliz, onde o Estado desempenha corretamente seu contrato social, tal como afirma John Locke. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.