Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 22/10/2021
O filme estadunidense ‘’Admirável Mundo Novo’’ de 1998 – inspirando no romance britânico de Aldous Huxley – apresenta uma sociedade utópica e futurística, na qual é desprovida de guerras, crimes e doenças, ou seja, de problemas sociais. Fora da ficção, é fato que a situação apresentada mostra-se distante da realidade contemporânea, visto que a fome caracteriza um desafio a ser sanado na sociedade brasileira. Isso ocorre, seja pela concentração de renda, seja pela imobilidade social. Dessa maneira, é imperioso que essa chaga social seja solucionada.
Diante desse cenário, é lícito salientar o acúmulo de renda das classes mais abastadas, e da falta de equilíbrio com as demais. Nesse sentido, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil está em segundo lugar em má distribuição de renda entre sua população. Nessa linha de raciocínio, observa-se que as classes mais pobres sofrem com a disparidade econômica no país, visto que o 1% mais rico concentra 28% da renda total do país, fazendo com que muitas pessoas sofram com a fome, pela falta de condições de comprar os produtos inflacionados. Nesse viés, se torna essencial que medidas sejam tomadas para combater essa problemática.
Ademais, cabe ressaltar a dificuldade de classes mais pobres ascenderem socialmente, tendo em vista os privilégios dados aos mais ricos, em detrimento dos mais pobres. Sob esse viés, no filme espanhol ‘’O Poço’’, os prisioneiros são confinados em uma torre e só podem se alimentar dos restos de comida do nível acima. É possível perceber ao longo da trama a questão da distribuição supracitada de comida, além da desigualdade social, visto que cada nível pertence a uma classe, obtendo, portanto, melhores alimentos e condições de vida. Assim como fora da distopia, a ascensão social no cenário brasileiro é de extrema dificuldade, e esse cenário é passado de geração a geração. Dessa forma, o ciclo de pobreza é perpetuado, e enquanto não houverem medidas que o rompam, a exclusão de classes continuará sendo debate nos ambientes públicos.
Torna-se evidente, portanto, que a desigualdade social e a fome são uma problemática pertinente e que precisam ser resolvidas. Assim, cabe ao Executivo combater a situação, mediante investimento nos programas Fome Zero e Bolsa Família, que destinarão maiores subsídios governamentais para populações carentes, rumo à ampla oferta de melhores condições de vida para essas famílias. Outrossim, compete a mídia, mediantes investimentos do Ministério da Propaganda, a divulgação de informações concretas sobre a desigualdade social no Brasil, alertando sobre a insegurança alimentar, para que assim o problema seja mais visto. Somente assim, o Brasil poderá avançar.