Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/10/2021

Fome e desigualdade social no século XXI

A obra “vidas secas” de Graciliano Ramos, aborda em diversos capítulos a busca desesperada de sobreviventes sertanejos em busca de comida, ressaltando em primeiro lugar a fome e a desigualdade social urbana. Fora dos personagens, a vida real acaba por nos surpreender com cenários extremamente idênticos, sendo frequentes tanto no Brasil como no restante do mundo. Nessa perspectiva vale analisar suas causas e consequências.

Em primeira análise é importante mencionar o filme “o poço”. Onde prisioneiros, trancafiados em uma torre recebem diversos alimentos nutritivos e saudáveis durante sua sentença na cadeia, entretanto os indivíduos dos andares abaixo tendem a se alimentar somente dos restos deixados pelos de cima. Cenas que refletem a fria e cruel desumanização do mundo em que vivemos, e acabam por apresentar a questão da distribuição totalmente incorreta, visto que havia alimentos para todos, e mesmo assim os menos favorecidos ainda morriam de fome.

Além disso, é impossível não notar o crescimento absurdo de casos inadmissíveis em nosso país. A concentração de dinheiro, poucas oportunidades de trabalho e má administração dos recursos públicos estão dentre as principais causas de desigualdade. Gerando as piores e infelizmente mais conhecidas consequências, como alta taxa de mortalidade infantil, falta de saneamento básico, saúde precária e principalmente a fome. Segundo a FAO, organização da ONU que trabalha a questão da alimentação e agricultura, ¼ do que é desperdiçado conseguiria alimentar a população que passa fome e ainda sobraria alimento.

Por conseguinte, é de extrema urgência que o governo em parceria a ONG’s renove programas que auxiliem na distribuição de renda e alimentos, e acolha a população que se encontra em estado precário, como o projeto de fome zero. Campanhas que incentivem os demais a repensarem nos desperdícios alimentares é extramamente aceito.