Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 01/10/2021
Durante o fim do século XIX e início do XX, o Brasil sentiu as consequências de um país republicano recém formado. Nessa época, a fome e outros problemas sociais assolavam nosso país. Entretanto, infelizmente, tais condições não se restringiram ao passado, uma vez que são notáveis os altos índices de pobreza e desigualdade no Brasil atual. Assim, pode-se apontar como elementos motivadores do problema, não apenas a ausência de políticas públicas eficientes, mas também o baixo índice de tributação entre os mais ricos
Em primeira análise, é importante destacar que, por não existir uma medida estatal eficiente, a pobreza e a desigualdade ainda persistem. Isso acontece porque, à medida que o Estado não cumpre seu papel de assegurar direitos tão básicos, como alimentação e moradia, o público de classe média baixa torna-se marginalizado. Nesse sentido, nota-se que o cenário abordado vai de encontro a ótica do filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é dever dos governantes garantir o bem-estar da população. Portanto, caso não haja uma intervenção imediatamente, a problemática se perpetuará.
Ademais, o fato dos menores índices de impostos estarem, muitas vezes, ligados a classe mais abastada financeiramente representa um paradoxo social. Tal conjuntura se edifica a partir do momento que ocorre uma diminuição do imposto de renda no Brasil, de 5%, de acordo com o site “Agência Brasil”, o que acaba por impulsionar a desigualdade, já que, assim, mais dinheiro ficará retido com a minoria. Seguindo essa lógica de raciocínio, identifica-se uma similaridade entre a problemática e o pensamento do geográfo Milton Santos, o qual afirma que a disparidade econômica age como elemento potencializador de mazelas sociais. Logo, uma vez que não existir ações para minimizar tal questão, o impasse será ampliado.
Destarte, é preciso que medidas sejam implementadas à sociedade brasileira, a fim de conter o avanço da fome e desigualdade no nosso país. Para isso, o Ministério da Cidadania - por ser um órgão assegurador de direitos fundamentais - deve, por meio de um decreto emanado do Poder Executivo Federal, instituir no plano orçamentária governamental, não apenas o aumento dos impostos sobre aqueles que detenham as maiores rendas, nas também conceder auxílios mensais às famílias em condições de extrema pobreza. Tais medidas terão o objetivo de garantir a diminuição da disparidade econômica e, consequentemente, redução da fome e pobreza. Feito isso, o Brasil atual terá uma realidade diferente daquela observada no século passado.