Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 01/10/2021
Em sua obra “Sociedade de classes e subdesenvolvimento”, o sociólogo Florestan Fernandes expõe a ampla disparidade social existente na gênese do território brasileiro e consequente marginalização dos grupos minoritários.Analogamente,a realidade hodierna carente de oportunidades maximiza as desigualdades,as quais mantém a elite no poder e distanciam o progresso das nações rumo a equidade constitucional.
Segundo dados do Pnud(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Brasil está entre os 7 países mais desiguais no mundo.Nesse viés,a pesquisa demonstra a deficiência na promoção de políticas públicas,principalmente em países em desenvolvimento e a monopolização dos privilégios,restritos a elite. Desse modo, a crescente desigualdade contribui para a consolidação de sociedades estamentais,subdesenvolvidas e marcadas pelas mazelas sociais da fome.
Ademais, com o advento da pandemia do Covid-19,houve a ampliação das iniquidades sociais, as quais comprometem a mobilidade social e sua economia. Famílias em situação de sobrevida,escolas fechadas e descasos governamentais são um retrato do cenário mundial excludente.Nessa perspectiva,urge a necessidade de combate a essa realidade através da diplomacia entre importantes lideranças mundiais e melhorias na educação.Afinal,para Imannuel Kant,é na educação que está o “segredo para o aperfeiçoamento da humanidade”
Em suma, o panorama desigual mundial oriundo das gêneses dos Estados-nação é ampliado por fatores sociais como as omissões de Estado.Diante disso,faz-se necessário que a ONU em parceria com as lideranças mundias reforcem os programas de erradicação da fome,através de maiores investimentos nesses projetos e subsídios para nações menos desenvolvidas e vítimas da fome endêmica,a fim de erradicar essas mazelas.Outrossim, é imperativo que personalidades como Malala Youssef exijam melhorias na educação e em parceria com os educadores,cujo dever é investir mais nos materiais e docentes,logrem nações mais equitativas.