Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 28/09/2021
Uma das metas mundiais para o desenvolvimento sustentável, segundo a Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas), é erradicar a fome e reduzir a desigualdade social. No entanto, mesmo o Brasil sendo um dos 193 Estados Membros a se comprometer com os objetivos, ele ainda não realizou políticas efetivas que consigam auxiliar famílias que sofrem com insegurança alimentar, visto que o governo se preocupa apenas em investir em métodos para amenizar o problema, como a distribuição de cestas básicas. Desse modo, é dever constitucional do Estado criar políticas assistencialistas que promovem o bem-estar de todos os cidadãos e a equidade das oportunidades.
Em uma primeira análise, é indubitável que a fome atinge todas as localidades regionais, independente de ser rural ou urbano. Segundo a Teoria Malthusiana de Thomas Malthus, a população cresce em progressão geométrica e a comida em progressão aritmética. Porém, o Brasil é a grande prova que Malthus estava errado, já que contempla o título de segundo maior exportador de alimentos do mundo. Assim, mesmo tendo mais comida que pessoas é comum flagrar cidadãos em situação de rua pedindo dinheiro para se alimentar, ou ler matérias em jornais que retratam a miséria e a situação precária que muitos passam ao redor do país pela desigualdade e a má distribuição de renda. Desse modo, a estratégia governamental é sempre disponibilizar cestas básicas mensais para famílias ou marmitas para os que vivem nas ruas, quando o investimento deveria ser em políticas públicas que incluem essas pessoas em sociedade criando oportunidades de uma vida melhor.
Em uma análise mais aprofundada, é inegável que o Brasil segrega pessoas em sociedade, haja que a concentração de renda é uma das grandes problemáticas do país. De acordo com o filósofo Aristóteles, devemos tratar o igual como igual e o desigual como desigual, na medida de suas desigualdades. Análogo a isso, é inquestionável que a saída do país do mapa da fome da ONU é uma vitória. Porém, ainda é necessário haver estrategias para promover equidade e erradicar a fome. Em suma, reduzir a insegurança alimentar é um benefício financeiro para o país. Pois, o aumento da produção e a expectativa de vida melhoram o desenvolvimento econômico. Nesse sentido, a capacitação da mão de obra e os subsídios agrícolas aos pequenos produtores pode auxiliar na geração de empregos e a inclusão desse grupo no país, contribuindo para uma política que não se preocupa apenas em amenizar problemas, mas também erradicar.
Torna-se evidente, portanto, que a temática sobre a fome e a desigualdade exigem soluções imediatas. Por isso, é dever do Ministério da Economia, como principal responsável por políticas assistencialistas no país, promover subsídios aos agricultores familiares visando reduzir a desigualdade social com uma remuneração mais digna. Embora o investimento seja na parte rural do país ele deve fomentar a geração de empregos e será um grande passo para erradicar a fome. Somente assim, o Brasil conseguirá caminhar para conseguir os objetivos sustentáveis propostos pela ONU e eliminando a insegurança alimentar do país.