Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 13/08/2021
Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, “a sociedade está desorganizada em várias esferas” e a fome e a desigualdade são dois exemplos dessa desorganização. Essas se fazem presente na humanidade desde o início dos tempos e podem ser referenciadas no século XVIII, onde a burguesia era capitalista, possuia meios de produção e condição financeira para se manter e consumir o que desejava. Enquanto isso, havia o proletariado, que se encontrava no lado oposto da sociedade e passada necessidades.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que poucos têm muito e muitos têm pouco. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) estima que 10% da população global, cerca de 768 milhões de pessoas, passaram fome em 2020. Isso é ocasionado pela pobreza, conflitos políticos e civis, desastres naturais, superpopulação, gueras. Como consequência, há a desnutrição, insuficiência de nutrientes no organismo, ocorrência de disturbios alimentares, gerados pela ausência de vitaminas, raquitismo, doença causada pela carência da vitamina D.
Outrossim, a desigualdade também é uma questão delicada e leva em consideração aspectos sociais, políticos, educacionais e culturais.Segundo pesquisa realizada pela Revista Forbes em 2021, existem 2095 bilionários no mundo e mas de 11% da população vive na pobreza extrema. Ou seja, a riqueza absoluta está cooncentrada nas mãos de poquissímas pessoas enquanto outras não têm nem o que comer.
Logo, é imprescindível que as organizações não governamentais sejam mais ativas e recebam mais apoio dos países por meio de ações e investimentos tanto no ramo alimentício quanto no da desigualdade. Cabe também às empresas de mídia produzirem mais campanhas midiáticas, em redes sociais, televisores, outdoors e afins, ajudando dessa forma a comover uma maior parte da população.