Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/08/2021

No documentário brasileiro “Ilha das Flores”, uma revendedora de perfumes vai ao supermercado para comprar tomates para fazer o almoço, porém havia um tomate estragado e foi descartado. Já no aterro sanitário, o tomate que servia de alimento para porcos foi encaminhado para famílias pobres que viviam naquele local. Nesse contexto, fica claro o cenário crítico da fome e da desigualdade social no Brasil e em todo o mundo. Dessa forma, a falta de assistência social para acabar com a fome e o pouco investimento educacional para garantir um mercado de trabalho favorável são problemas que exigem uma atenção maior das autoridades responsáveis.

Em primeiro lugar, pode-se observar que segundo a FAO, organização da ONU que trabalha a questão da alimentação e agricultura, ¼ do que é desperdiçado conseguiria alimentar a população que passa fome e ainda sobraria alimento. Além do desperdício, em muitos países, a alta inflação dos alimentos resulta na dificuldade que muitas pessoas encontram em adquirir seu próprio alimento, devido a má distribuição de renda resultando na desigualdade social. Logo, essas pessoas procuram ajuda em assistências sociais ou recebem doações de cestas básicas que ajudam a amenizar a fome e diminuir o índice dessa problemática no país.

Ademais, outro fator existente que contribui para que a desigualdade cresça é o pouco investimento educacional. Vários estudos mostram que o que acontece nos primeiros mil dias de vida é muito importante para o futuro dessas crianças e há uma grande diferença quando se compara as crianças nascidas em famílias pobres e ricas, visto que nem todas tem o mesmo acesso à educação de qualidade. Podendo desenvolver menos habilidades cognitivas e socioemocionais, pode-se afirmar que isso irá atrapalhar sua vida escolar e até mesmo no mercado de trabalho, resultando no desemprego e em uma divisão de classes muito grande.

Portanto, para solucionar o problema da fome e da desigualdade social, em especial no Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelas políticas de desenvolvimento de segurança alimentar e nutricional, deve criar projetos, como a Fome Zero criado durante o mandato do presidente Lula, que visam acabar com a fome, por meio de doações de cestas básicas e auxílios emergenciais, para garantir o direito básico de alimentação e bem-estar. Além disso, o Ministério da Educação deve investir nas creches e pré-escolas, por meio de verbas regulamentadas, visando atender todos os cidadãos de maneira igualitária, para assegurar o direito de receber um ensino de qualidade e desenvolver habilidades que irão trazer muitas oportunidades no mercado de trabalho do futuro dessas crianças.