Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/08/2021

No filme “Parasita” Toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo em um porão sujo e apertado, mas uma obra do acaso faz com que ele comece a dar aulas de inglês a uma garota de família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe e filhos bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que a relatividade da classe, e como as diferenças entre as classes alta, média e baixa geralmente levam os que estão no fundo da poço a lutarem uns contra os outros para subir na sociedade. Isso ocorre tanto pela má distribuição de renda, quanto pelo desperdício de alimento.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de médias governamentais para combater a fome e a desigualdade social. Nesse sentido, a má distribuição de riquezas, percebe-se que ele é um dos maiores contribuintes para a problemática da fome. No Brasil, 40 % das riquezas estão concentrados nas mãos da 2% da população, segundo o IBGE, logo a consequência da falta de dinheiro é a ausencia de comida, roupas e moradia, e todos esses fatores contribuem para a subnutrição da população, que segundo a ONO, corresponde a 805 milhões de pessoas. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos disferirem de direitos indispensáveis, como a Previdência Social, oque infelizmente é evidente no país.

Ademais, temos a presença do desperdicio de comida que demonstra que o problema da fome não esta na falta de alimento e sim na distribuição, pois segundo a revista Politize, apenas um quarto do que é desperdiçado seria suficiente para alimentar toda a fome do mundo, vendo dessa forma não só existe a grande negligência do governo, como a falta de conscientização da população classe media e alta.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é necessário encontrar caminhos para mudar a história que estamos inseridos, mudar a situação em que vivemos, e essas medidas consistem na união dos países desenvolvidos com os que ainda estão em desenvolvimento para debater e encontrar medidas que diminuam a má distribuição de renda, como por exemplo estrategias para inserir a população mais pobre nas universidade diminuindo o nível de pobreza. Alem disso, deve-se adotar palestras e propagandas que incentivem a população mais rica a não desperdiçar tanto alimento, diminuindo assim as compras e consequentemente os preços.