Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/08/2021

A fome e a desigualdade social estão correlacionadas de modo que uma é consequência da outra. Desde o século XVIII essas adversidades espantavam vários países no mundo com conflitos, principalmente a França, na qual acarretou na Revolução Francesa. Assim como anos atrás, o problema da fome e desigualdade social no mundo ainda è uma realidade. Diante disso, cabe analisar as causas e consequências desses obstáculos para a sociedade.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a desigualdade social é gerada pela má administração dos recursos públicos e pelas poucas oportunidades de trabalho, fato que também contribui com o avanço da miséria. Com isso, sucede um grande aumento da pobreza e, consequentemente da fome, do desemprego e das más condições de vida da população mais pobre. Com base nos parâmetros do Banco Mundial (Bird), nos últimos sete anos no Brasil, pessoas na miséria passaram de 6,5% da população para 13,5%.

Além disso, há mais valorização da agricultura para servir de exportação do que para suprir a necessidade do mercado interno. Dessa maneira, ocorre a falta de alimentos básicos para os países exportadores, além de os preços serem elevados, o que dificulta a compra pela população de baixa renda e faz com que muitas dessas pessoas passem fome. De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), nos países em desenvolvimento os custos com alimentação sofreu um aumento de 25%.

Logo, para que as consequências da desigualdade social e da fome possam ser amenizadas, o Governo deve priorizar a promoção de ofertas de trabalhos decentes e formais para a população carente. Assim, esses indivíduos terão a oportunidade de ter uma renda que o sustente, além de melhorar a qualidade de vida deles. Ademais, esses empregos ajudará não só na diminuição da fome, mas também na desigualdade social, por introduzir esses seres humanos em um meio justo.