Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/08/2021

No livro ”Quarto de Despejo” retrata sobre a luta diária com a fome - sobre a escritora Maria Carolina de Jesus - e, inclusive, adjetiva essa sensação com a cor amarela, que significa a cor que as coisas e o mundo passam a ter quando se está sob o efeito da fome. Da mesma maneira, no Brasil do século XXI, essa grave problemática social ainda persiste, atingindo mais de 5 milhões de brasileiros, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). Isto posto, infere-se que a fome é um problema real no Brasil, e, por isso, avaliar as suas causas e consequências é fundamental para que sejam desenvolvidas medidas resolutivas para essa questão.

Neste contexto, é valido pontuar sobre um dos maiores problemas dos países: a má distribuição de renda. É notório que a as desordens sociais estão em alta no mundo todo, com está crescente desigualdade social, mostra o índice da Organização do Trabalho, tendo como base as greves e os protestos. No Brasil a política econômica visa concentrar a renda na classe rica para elevar o investimento e aumentar a produção para depois repartir. Isso cria a desigualdade, pois este critério já foi experimentado antes e não deu certo. Esse é um dos problemas cruciais no planeta. A concentração da renda no Brasil continua sendo uma das mais altas do mundo, conforme o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) da ONU.

Além disso, cabe pontuar que a principal causa da permanência da fome, no país, é a imensa desigualdade social existente, uma vez que, de acordo com o Índice de Gini, o Brasil é o décimo país mais desigual do mundo. Por consequência, esse desequilíbrio estratifica a população por critérios de renda e poder aquisitivo, colabora para a distribuição desigual dos alimentos, assim como contribui para o seu desperdício. Dessa maneira, o problema da fome, no Brasil, não se alicerça na escassez de alimentos, mas sim na viabilidade financeira das pessoas em comprá-los. Por exemplo, é comum, infelizmente, observar pessoas em frente aos supermercados pedindo comida, o que corrobora com a desigualdade no acesso ao alimento e protela a inópia nas mais camadas pobres da população.    Portanto, para conseguir que o índice de desigualdade socias assim como a sociedade com fome é necessário que: o Estado promova uma alimentação de qualidade a todos, adquiridos por meio de produtores locais, um fim de incentivo a regional e a geração de empregos, bem como garantir, pelo menos, uma refeição para esses jovens e adultos. Como também é necessário que o Governo federal realize as políticas públicas com fundamento socioeconômico para atingir a base da pirâmide social. Saúde, educação, saneamento e habitação elevam o nível de renda. Dessa forma, a fome deixará de fazer parte da realidade de todos.