Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/08/2021

Durante o período feudal, na idade média, os camponeses, classe baixa da época, muitas vezes passavam fome por causa dos altos impostos cobrados à eles, enquanto que a nobreza e o clero desfrutavam de um variado cardápio diariamente. Nesse sentido, vê-se, no século XXI, uma semelhança com a situação supracitada, visto que a falta de comida e a disparidade socio-econômica fazem parte da realidade contemporânea. De acordo com esse contexto, dá-se como as principais causas desse problema tanto a intensa exploração econômica dos países periféricos, quanto a ganância das altas classes sociais. Dessa maneira, verifica-se a real necessidade do combate a esse problema.

É relevante abordar, em primeira análise, que a fome e a desigualdade social na sociedade hodierna foram intensamente motivados pelo modo de colonização europeia sobre os países africanos, principalmente. Sob essa ótica, tem-se como exemplo a exploração lusitana em solo brasileiro durante o período colonial, uma vez que quaze dizimou a população de Pau-Brasil, árvore de grande interesse português, obteve grande parte do lucro da exploração de metais preciosos na região de Minas Gerais, entre outras façanhas. Destarte, é terrível pensar que a exploração no território africano, em que se teve uma drástica consequência: os mais altos índices de fome mundial, foi muito pior do que a ocorrida no Brasil.

Em segunda análise, destaca-se a ganância da alta classe social como uma das origens do revés apresentado, haja vista que essa classe faz o que consegue para a população pobre não ascender socialmente, pois isso seria um grande empecilho para eles. No entanto, o Iluminismo, movimento filosófico e cultural ocorrido no século XVIII, com o lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, buscou reduzir a desigualdade social e levar a liberdade à todos os indivíduos. Desse modo, observa-se que os movimentos igualitários ocorridos nos tempos passados exercem pouca influência na população atual.

Infere-se, portanto, que a exploração econômica nos séculos passados e a ganância da alta classe social são duas das principais causas da fome e da desigualdade social hodiernamente. Logo, urge que a Organização das Nações Unidas (ONU), órgão internacional responsável por remediar conflitos e garantir a paz mundial, incentive os países, sobretudo os mais desenvolvidos, a ajudar a população com fome em todo o mundo, por meio de campanhas pelas redes sociais e com o apoio de grandes influenciadores desse meio, como artistas e influencers. Essa iniciativa possui o intuito de mitigar a fome mundial. Assim, a população mais pobre, como os camponeses na realidade feudal, não irá ficar sem o que se alimentar.