Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 12/08/2021
Desde a Antiguidade, a fome já foi o motivo de diversos conflitos e lutas. Atualmente mesmo com o grande desenvolvimento da agricultura tecnológica e a integração do comércio mundial, não é diferente. Muitos países, especialmente os desenvolvidos, têm sérios superávits de alimentos, em contraste, aos níveis de pobreza e fome na maior parte da África que são muito altos.
Com uma população mundial de aproximadamente 7 bilhões de habitantes, a produção de alimentos não é o real problema, a problemática está na sua distribuição ao redor do mundo. Existe uma produção que pode alimentar cerca de 14 bilhões de pessoas a cada ano sem maiores dificuldades, mas essa má distribuição faz com que os países desenvolvidos consumam grandes quantidades de alimentos e descartem milhares de toneladas todos os dias.
Além disso, é sabido que a fome está diretamente relacionada à desigualdade social. Por exemplo, temos visto casos de fome em países desenvolvidos com alta produção de alimentos. Não há dúvida de que esses casos de fome afetaram populações marginalizadas nesses grandes centros. Acrescenta-se ainda que, segundo o infográfico que mostra o PIB mundial e o índice de fome, a relação que se estabelece entre os dois é óbvia. O estudo descobriu que os países africanos têm o menor PIB e a maior taxa de fome, enquanto a Europa e a América do Norte têm o maior PIB e a menor taxa de fome. Isso mostra como a desigualdade econômica global leva à desigualdade social.
Portanto, as ações de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) são fundamentais para a solução desse problema. Eles devem buscar medidas para promover a prosperidade econômica desses países marginais, levando a uma melhor qualidade de vida e à modernização. É extremamente importante buscar a paz nesses territórios, que ainda são marcados por uma série de conflitos violentos. Eles serão uma forma de impulsionar a atual economia fraca e promover a criação de empregos, salários e melhorias graduais nas condições de vida. Só assim a África pode progredir nos campos social e econômico por meio de importantes intermediários das principais potências mundiais.