Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 12/08/2021
Desde então, isso tem reduzido, principalmente, a partir de 2003, com a implantação de políticas assistencialistas, voltadas ao combate à miséria, como o Programa Fome Zero. Contudo, hoje, após três anos em que o Brasil saiu do mapa mundial da fome, uma reportagem do O Globo, em 2017, afirma que esse antigo dilema persiste. Dessa forma, cabe destacar que os programas brasileiros de assistência são limitados, porque não atacam as causas primitivas do dilema, como a má gestão dos recursos, a corrupção e a concentração de renda nas mãos de uma minoria. Por outro lado, é fundamental lembrar que a qualificação profissional, por meio da educação, é o principal caminho melhorar a condição de vida, e assim combater a miséria. Isso, uma vez que, ela visa elevar o trabalhador de cargo, o que consequentemente aumenta a sua renda. Diante disso, o educador Paulo Freire afirmava que se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda, por isso, é preciso haver uma estratégia educacional eficaz, que visa qualificar a mão de obra. Isso precisa acontecer para fazer com que os recursos sejam distribuídos de forma similar, entre os brasileiros. Já o Ministério da Educação e Cultura , em parceria com entidades, como o SENAC e SEBRAE, deve garantir a capacitação de mão de obra. Isso tem que ocorre, por meio da exigência da entrada dos beneficiários dos programas sociais, como a Bolsa Família, em cursos profissionalizantes gratuitos. Assim, a solução desse dilema, é oferecer condições para que o cidadão se sustente, por intermédio de um trabalho e uma remuneração digna.