Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/08/2021

A fome e a desigualdade são questões que caminham juntas e assolam toda a humanidade desde seus primórdios até os dias de hoje. A partir do início do século XXI tais assuntos ficaram mais em alta do que nunca, ainda mais após a devastadora pandemia do coronavírus de 2019 (Covid-19).

O conceito geral de pobreza poderia ser entendido como falta de qualquer recurso que lhe é vital, como: dinheiro, saneamento básico, acesso à energia, acesso à água potável, entre outros.

No Brasil, a maior desigualdade do país é na área da saúde, já que, de acordo com uma pesquisa de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 71,5% da população depende do Sistema Único de Saúde (SUS), o qual não dispõe de muitos dos recursos essenciais. Há também a questão do saneamento básico, onde muitos não têm acesso a tratamento de esgoto, água, etc. Tais fatores em conjunto resultam em altas taxas de mortalidade relacionadas à miséria. As comunidades que mais sofrem são as de áreas rurais, onde há poucos recursos de saúde e pouco saneamento básico público.

De acordo com uma projeção da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social) baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), no ápice da pandemia do Covid-19, em janeiro de 2021, logo após o término do auxílio emergencial em dezembro, a taxa de brasileiros vivendo na miséria subiu para 12,8%, ultrapassando os 12,4% de 2011, no começo da década passada. Segundo outra pesquisa mensal da Pnad Covid-19 divulgada pelo IBGE, dessa vez de setembro de 2020, de maio a junho do mesmo ano, a população desempregada aumentou de 10,1 milhões para 12,3 milhões, um total de 27,6%. Nesse contexto, a pandemia trouxe muitos à situação de miséria, tornando a necessidade de uma solução para o problema cada vez maior.

Diante da problemática e dos dados apresentados, percebe-se que a desigualdade social não se limita apenas a saúde, mas também se apresenta como um problema econômico e social. Ainda assim vale notar que acabar com a pobreza monetária não necessariamente diminui a desigualdade de renda.

No mesmo contexto, a causa da fome pode ser vista não como a quantidade de alimentos ou riquezas produzidas, mas sim pela sua acumulação por pequenas partes da sociedade. Para resolver dado problema, cabe ao Poder Público restaurar programas de auxilio a distribuição de renda e alimentos, tal como o Bolsa Família e o Fome Zero, garantindo à população melhor acesso a emprego, aumentos de renda. Com isso em vista, também podem ser criados programas de infraestruturação, frisando o fornecimento de saneamento básico a locais desprovidos de tal.