Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/08/2021

Como o jornalista irlandês George Bernard já havia dito, “O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar suas mentes não conseguem mudar nada”. De maneira análoga, a fome e a desigualdade social são problemas que ocorrem há muito tempo, muitas vezes por conta do sistema capitalista, que cada vez mais retiram os direitos dos trabalhadores, favorecendo assim os mais ricos e deixando em desvantagem os mais pobres. Tal fato reflete uma realidade complexa e preocupante no que diz respeito sobre a população nacional.

Primeiramente, cabe destacar que o artigo 3 da Constituição Federal de 1988 tem como objetivo construir uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. Todavia, de acordo com uma pesquisa realizada em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sete milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar grave no Brasil. Desse modo, é revelada a falta de interação do governo com esses casos, tendo como resultado o aumento do número de indivíduos na mesma situação.

Outrossim, a falta de utilização de instrumentos midiáticos ainda é um impasse. É sabido que as mídias digitais influenciam as pessoas de diversas formas, mas apenas algumas ONGs como a Oxfam Brasil, fazem o uso dessas ferramentas para a conscientização da população. Como resultado, as campanhas acabam abrangendo um público muito pequeno, mantendo o cenário atual inalterado.

Diante do exposto, essa mazela deve ser superada. Logo, cabe ao governo em parceria com ONGs, apoiar a parcela da população que se encontra em estado social precário, como moradores de rua, por meio de programas alimentícios e habitacionais, a fim de estagnar a desigualdade social e erradicar a fome do Brasil. Somente com essas mudanças que o progresso para uma situação melhor seria possível.