Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

Diversos fatores levaram ao desencadeamento da Revolução Francesa, processo que resultou na derrubada da monarquia absolutista vigente na época e a instauração de uma república na França. Dentro os motivos, está a grande desigualdade entre os membros da corte e a população; enquanto no castelo era servido banquetes exuberantes e fartos, camponeses e trabalhadores morriam de fome e não tinham nenhum auxílio do governo. Apesar de decorridos muitos anos desse fato histórico, a fome e a desigualdade social ainda se fazem presentes, não só na França, mas em diversas regiões do mundo, atingindo, sobretudo, países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Nessa perspectiva, convém analisar as principais causas e consequências dessa lamentável situação.

Primeiramente, é válido destacar que a concentração de riquezas e recursos por uma pequeníssima parcela da população mundial está diretamente relacionada com a desigualdade social e consequentemente a fome. Um estudo realizado pela ONG britânica Oxfam afirma que 1% da população mundial detém um acúmulo de riquezas maior do que a soma dos recursos da população restante; porém, a riqueza desses 99% também não é destribuída de forma igual. Esse cenário contribui para o surgimento de grupos sociais que não possuem acesso a uma renda financeira ou apoio do governo capazes de garantir sua sobrevivência, evidenciando que a abundância de alimentos, presenciada por aqueles que detém de maiores recursos financeiros, não chega para todos.

Consequentemente, a falta de acesso a recursos básicos e de apoio governamental efetivo no combate a subnutrição está intrinsecamente relacionada com a morte de milhões de indivíduos por ano. De acordo com dados da Oxfam, em 2020, cerca de doze mil pessoas podem morrer de fome por dia no mundo. Esse número evidencia uma ineficiência da atuação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgado pela ONU, que garante uma alimentação adequada e soberania alimentar para todos; e não só isso, como também o contraste gerado pela desigualdade, que permite a existência da fome enquanto 1,6 bilhões de toneladas de alimentos são desperdiçados por ano no mundo.

Portanto, pode-se perceber que a concentração de riquezas e a falta da atuação de órgãos governamentais dificulta a erradicação da desigualdade e da fome no mundo. Dessa forma, é necessário a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) crie projetos que incentivem as populações e os governos a lutarem pela taxação de um imposto sobre a rende dos indivíduos com maior concentração de riquezas, por meio de protestos pacíficos e negociações. Essa arrecadação tributária terá como destino combater à fome e à desigualdade em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Assim, será possível reduzir esses índices pelo mundo.