Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 15/11/2020
No período histórico da Idade Média ocorreu um dos maiores episódios de crise no mundo, em que havia muita gente para pouca produção de comida, ou seja, existia fome. Nessa perspectiva, hodiernamente no Brasil, há ainda um cenário marcado por fome e desigualdades sociais, seja por deter de uma sociedade que visa somente o lucro seja por não haver políticas públicas para resolver essa problemática devido a falha execução das leis. Logo, pede-se a resolução desse cenário.
Antes de tudo, é digna a menção de que vive-se em uma sociedade capitalista que visa somente o capital e quem trás lucro para ela. Dessa forma, nota-se uma descartabilidade social para com quem não ajude atingir à finalidade desejada, deixando-os à deriva da fome e da desigualdade, como uma pedra estancada na sociedade brasileira. Sendo assim, analogamente a isto, no livro “Dialética do Esclarecimento”, de Adorno e Horkheimer, participantes da escola de Frankfurt, desenvolvem o conceito de “Capital Cultural”, em que afirmam que em interesse de lucrar a sociedade é capaz de transformar uma cultura em um objeto de lucratividade, descartando quem não ajudar nessa conquista. Nesse sentido, percebe-se como a sociedade é falha e omissa aos que não trazem interesse para si.
Outrossim, cabe ressaltar que o arcabouço legal brasileiro é extremamente denso e complexo e, por esse motivo, não é colocado totalmente em prática, havendo desvios os quais são imprescindíveis para garantia de direitos e melhorias nas desigualdades sociais e na fome. Nesse contexto, é válido salientar a obra " Cidadãos de Papel", de Gilberto Dimenstein, escritor brasileiro, pois disserta sobre a efetivação deficiente da cidadania que gera a desigualdade e seus ecos comunitários. Desse modo, o indivíduo não é representado pela sua pátria, por não reconhecer como propulsora de direitos, tampouco executora, pois é denegado por sua pátria.
Infere-se, portanto, a dissolução desse imbróglio. Para tanto, é urgente que o Ministério da Educação - órgão responsável pela formação civil- promova debates e palestras nas escolas, por meio de especialistas na área de Psicopedagogia e Sociologia, a fim de debater a importância de cada individuo dentro da sociedade e de seu papel como cidadão, com o fito de, assim, diminuir as desigualdades sociais e problemas como a fome.