Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, a fome e desigualdade social carece de mudanças, já que não contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.

Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater toda assimetria social no século XXI. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização das fundações sociais, como também na falta de aplicabilidade estatal em programas associados aos debates sobre infraestrutura de base para populações vulneráveis, medidas essas que minimizariam a lacuna social e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca da pobreza socioespacial, pois, não houve instrução na íntegra, o que torna mais difícil a luta por mudanças. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, em sua ‘’Terceira Carta Pedagógica’’, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Sob o mesmo ponto de vista do educador, nota-se que, no Brasil, devido à carência na formação de ideias críticas, ações sociais expressivas e uma boa base educacional analítica, voltada ao socioconstrutivismo, o país não obtêm grandes transformações. Isso justifica toda mazela, incompreensão e despreparo social que permeia a atualidade. Desse modo, uma mudança nos preceitos sociais será importante para resolver o impasse.

Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver toda fome e desigualdade social na atualidade. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito do debate e combate as condições precárias dessa população específica, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio gratuito, remuneração e caridades as fundações sociais e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscará o tão sonhado progresso de George B.