Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/11/2020
Segundo Adam Smith, considerado o pai do Liberalismo, não existe igualdade econômica e o problema das sociedades não é a desigualdade econômica e sim a falta de recursos essenciais aos cidadãos, como a alimentação adequada, que segundo ele, é dever do Estado. Tendo tal ideia em vista é necessário encontrar formas de combater a fome, problema esse que está atrelado à dificuldade do acesso à terras e ao alto índice de desemprego, além de poucos programas sociais.
Em 1850 nasceu a Lei de Terras que dificultou o acesso às terras à população mais pobre, já que a partir de então elas deveriam ser compradas. As consequências dessa lei permanece até o século XXI, a pequena população mais rica possui a maior porcentagem de terras, enquanto os mais pobres, muitas vezes não possuem nenhum espaço, o que dificulta a economia desse grupo.
Como a lei do período imperial, outro fator que contribui para que haja fome no Brasil é a falta de empregos que está diretamente ligada à grande intervenção do Estado, cobrando impostos exorbitantes aos empresários, fazendo com que eles não escolham o país para implantarem suas empresas, o que contraria a ideia de desenvolvimento econômico proposto pelo Adam Smith.
Programas sociais realizados pelo governo não são a solução para os problemas gerados pela lei do século XIX e pelo desemprego, porém eles amenizam a pobreza, melhorando, inclusive, a nutrição desses brasileiros marginalizados. Apesar da importância de tais programas, o investimento neles, por parte do governo, ainda é pouco.
Tendo em vista os empasses para a redução da pobreza e da fome, é necessário que algumas medidas sejam tomadas. O poder executivo, principalmente o Ministério da Agricultura, deve formular uma nova reforma agrária que facilite a compra de terras pelas populações mais pobres. O Ministério da Economia deve buscar formas de reduzir os impostos dos empresários para que eles queiram ficar no país e dessa forma gerar mais vagas de emprego, aumentando assim a renda dos brasileiros, livrando-os da fome. O Ministério da Economia junto com o Ministério da Cidadania devem investir mais em programas sociais, que garantam que os cidadãos não passem fome.