Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/11/2020

A desigualdade social marcou as relações interpessoais humanas em diversas sociedades, como é o caso da estrutura social de Estados Absolutistas, em que a classe da nobreza era dotada de privilégios de nascimento. Em contrapartida, com o fomento da estrutura capitalista, a partir do século XIX, as divergências econômicas já vigentes na sociedade foram ainda mais intensificadas, tendo como principal consequência no século XXI a questão da fome. Assim, fatores como concentração de riquezas e diferença de oportunidades resultam na segregação social de setores menos favorecidos e posteriormente em uma situação social precária.

Nesse âmbito, de acordo com a ONG Britânica Oxfam, os recursos acumulados por 1% da população mais rica ultrapassam a riqueza total do resto da população mundial. Segundo Karl Marx, as relações sociais são resultado da relação das pessoas com os meios de produção. Assim, as estrutura da sociedade contemporânea é resultado do meio de produção capitalista, e as relações verticais desta é estimulada pela ideologia consumista que alimenta as grandes empresas. Com isso, forma-se um ciclo vicioso: a classe média e os mais pobres consomem produtos que geram ainda mais riquezas para os mais ricos e empobrecem cada vez mais os mais pobres.

Adicionalmente, apesar de favorecerem a mesma estrutura final, as relações entre a classe média e os mais pobres são profundamente desiguais e marcadas pela segregação e exclusão social. O acesso limitado dos mais pobres a serviços básicos como saúde e educação resultam em uma situação de vulnerabilidade, pois, partindo de posições inferiores, estes usufruem de oportunidades distintas e acabam em condições precárias marcadas pela carestia e pela fome. Nesse assunto, segundo a Organização das Nações Unidas, a fome atinge mais de 820 milhões de pessoas ao redor do mundo. Apesar dessa situação preocupante, com o avanço tecnológico no modo de produção alimentícia, atualmente são produzidas quantidades de alimentos suficientes para erradicar a situação de fome mundial. Em contrapartida, o principal problema da questão da fome é a distribuição desses alimentos, pois concentram-se sob o domínio dos que podem arcar com os custos, resultando na escassez de alimentos básicos entre os mais pobres, principalmente nos países subdesenvolvidos.

Finalmente, a situação de desigualdade no mundo pode ser reduzida a partir de políticas públicas. O Ministério da Economia deve promover políticas de impostos maiores sobre a população mais rica e aplicar esse dinheiro em recursos para melhorar a qualidade de vida dos mais pobres. Além disso, o Estado deve promover menores taxas para alimentos básicos e auxílios econômicos às pessoas em situação de fome, de forma que os alimentos sejam melhor distribuídos e estejam disponíveis a elas.