Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 15/11/2020
O filme “O menino que descobriu o vento” retrata a história de um jovem africano que convive em meio a pobreza e a desigualdade social. Por causa da seca, a comunidade em que vive passa pela fome e ele encontra uma solução no uso da energia eólica. Em paralelo a isso, sabe-se que existe uma parcela da sociedade que vive nessas condições, apesar de todas as políticas públicas implantadas pelo governo. Por isso, é necessário conhecer as causas e consequências da fome e da desigualdade social na sociedade brasileira.
Primeiramente, é notório que a participação do Estado na asseguração dos direitos dos cidadãos é fator relevante para superar tais problemas. De acordo com o artigo 3º da Constituição Federal de 1988, o Estado tem por objetivo erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades. Apesar dos vários programas sociais, como o Bolsa Família, há muitas famílias que não possuem condições dignas de vida, convivendo com a fome e a falta de saneamento, além de sofrerem com o preconceito proveniente das desigualdades sociais e regionais. Dessa forma, observa-se que a falta de alimento na mesa dos brasileiros está relacionado a má distribuição de renda, visto que a solução para isso seria uma distribuição igualitária.
Outrossim, torna-se evidente que a nutrição alimentar e a falta de empregos são resultados desse problema. A carga dupla de má nutrição é um fator que contribui para a desnutrição, uma vez que representa a quantidade de alimento consumida com baixo valor nutricional. Assim, muitas famílias não comportam o fornecimento com a renda em virtude da quantidade de pessoas, já que isso se dá pelo alto custo de aquisição de insumos que compõem a mesa dos brasileiros. Em contrapartida, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) busca ofertar aos alunos uma merenda rica em valor nutricional a partir dos produtos provenientes da agricultura familiar. Desse modo, o programa fomenta a oferta de mão de obra, contribuindo para a renda familiar dos agricultores e para a carga nutricional dos alunos.
Portanto, a desigualdade social está relacionada com a fome. Por isso, cabe ao governo promover uma distribuição de renda igualitária de modo a ofertar empregos para as famílias carentes, por meio de contratos com as associações de cooperativismo por parte do PNAE, de modo a intensificar a produção da agricultura familiar. Além disso, reafirmar os programas sociais já existentes, de modo que possam facilitar a contratação de pessoas que são beneficiárias desses programas a fim de ajudar na renda familiar a aumentar a quantidade de nutrientes consumidos. Assim, busca-se diminuir a fome e a desigualdade social no Brasil.