Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 13/11/2020
O livro Jogos Vorazes, da autora estadunidense Suzanne Collins, retrata um mundo distópico, dividido em distritos desiguais, no qual alguns poucos são ricos enquanto outros são extremamente pobres. Fora da distopia literária, a desigualdade e a fome ainda estão presentes, sendo um problema que está intrinsecamente ligado à exploração e à crença na meritocracia.
A priori, vale ressaltar que, países dos continentes Africano e Asiático foram explorados ao longo do século vinte por países europeus e pelos Estados Unidos. Esse período é conhecido como Neocolonialismo, uma dominação não só econômica, mas também política, que deixou sequelas muito fundas na situação socioeconômica, cultural e histórica africana. Nos dias atuais, a pobreza na África é extrema, segundo dados do Banco Mundial, 41% de Africanos vivem em uma situação de carência, mais de 400 milhões de pessoas. Outros agravantes para essa situação, são os governos corruptos, guerras de território, invasões, e o desinteresse dos países mais ricos em disponibilizar capital e alimentos para tentar ajudar a modificar essa conjuntura.
Em segundo lugar, a partir da Segunda Revolução Industrial, no século dezenove, surge a crença de que se trabalhar muito, teria a possibilidade de enriquecimento, e que todos podem conseguir essa realização. Esse tipo de pensamento foi utilizado pela burguesia para validar as muitas horas de trabalho nas fábricas, dessa forma o trabalhador não iria reclamar. Porém, sem as mesmas condições de vida e oportunidades, é extremamente difícil ocorrer a ascensão de classes. No Brasil, de acordo com dados do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento ( CEBRAP), cerca de 1% da população mais rica detém mais de 25% de toda a renda do país. Além disso, esse mesmo 1% se apropria de quase a metade de todo o território brasileiro. Essa desigualdade é gritante, o que faz com que quem tenha dinheiro possa ter acesso aos melhores centros educacionais, moradias e hospitais.
Dessa maneira, à luz disso, medidas são necessárias para que o índice de desigualdade e de fome diminuam. Logo, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital, que por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vai criar centros de distribuição de alimentos em zonas rurais e periferias, para que a população mais pobre, por meio de um cadastro, consiga retirar uma certa quantidade de alimentos por mês, de forma gratuita. Esse centro poderá também receber doações alimentícias de quem quiser ajudar, além de parcerias com supermercados e empresas. Dessa forma, a sociedade brasileira poderá superar o problema.