Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 12/11/2020
O filme “Divergente”, conta a história da jovem Tris, que vive em uma sociedade em que os indivíduos são segregados de acordo com a personalidade, entretanto, aqueles que não se encaixam nos padrões são discriminados e vivem na miséria. Hodiernamente, o Brasil enfrenta dificuldades no que se refere à questão da fome e da desigualdade social. Isso deve ser enfrentado uma vez que a Constituição Cidadã de 1988 garante a todo o cidadão o direito à alimentação, à dignidade e à igualdade. Em face ao exposto, dois aspectos fazem-se relevantes: a concentração das riquezas com uma parcela pequena do corpo social e o impacto da má distribuição dos recursos.
Em primeira análise, é lícito postular que a maior porção das riquezas mundiais encontram-se, atualmente, com uma ínfima parcela do tecido social. De acordo com o site BBC, as 62 pessoas mais ricas do mundo acumulam um patrimônio semelhante as posses dos 50% mais pobres da população, no entanto, no ano de 2010 essa riqueza concentrava-se com 388 indivíduos. Diante disso, percebe-se o crescimento da desigualdade social entre a população mundial, tal fato tem impactos significativos, visto que possibilita o aumento de indivíduos em situação de extrema pobreza. É fundamental, portanto, que sejam tomadas as providências cabíveis para solucionar a problemática.
Outrossim, é importante destacar que a distribuição irregular de recursos é um fator relevante no que tange à questão da fome no mundo. Segundo um relatório feito pela Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 110 milhões de pessoas enfrentam a fome extrema, em consequência disso, há o retardo no crescimento infantil, redução do potencial de aprendizagem e de trabalho. Logo, percebe-se que tais fatores influenciam tanto no âmbito social como no âmbito político-econômico. Destarte, faz-se necessário que projetos sejam elaborados, a fim de combater a fome e reduzir as desigualdades sociais.
Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Como forma de garantir isso, o Poder Legislativo, em parceria com o Poder Executivo, deve desenvolver um projeto, por meio um programa de distribuição de renda e de alimentos, para pessoas que vivenciam a situação de extrema pobreza, com o objetivo de combater a fome e as desigualdades sociais no Brasil, ademais, a Organização das Nações Unidas (ONU), junto a organizações humanitárias, deve elaborar campanhas para arrecadação de fundos, a fim de auxiliar no combate a miséria nos países com os maiores índices de desnutrição. Dessa forma, poder-se-á promover o desenvolvimento social e garantir que os direitos básicos de todos os indivíduos sejam respeitados.